Em um ano, 1,7 mil pessoas foram internadas com AVC na Paraíba - WSCOM

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Saúde

19/09/2018


Em um ano, 1,7 mil pessoas foram internadas com AVC na Paraíba

Foto: autor desconhecido.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como “derrame”, é uma das principais causas de morte no Brasil e a primeira de incapacidade em adultos em todo o mundo. De acordo com o Ministério da Saúde, no primeiro semestre deste ano, a região nordeste contabilizou cerca de 20 mil internações devido a complicações por AVC (isquêmico ou hemorrágico) e, segundo levantamento realizado pela Rede Brasil AVC,  só possui 15 centros especializados registrados, incluindo os ativos, parcialmente ativos e os em implementação.Com 5.992 casos, a Bahia ocupa a primeira posição no ranking de internações por AVC na região Nordeste.

Na Paraíba, 678 pessoas foram internadas desde o início do ano. Já no período de julho de 2017 a julho de 2018, mais 1,7 mil pessoas foram acometidas com a doença em todo o estado.

 A rapidez no atendimento e tratamento do paciente é essencial para determinar a sua recuperação e diminuir a chance de sequelas. Por isso, os centros especializados em AVC, que seguem protocolos e oferecem a estrutura necessária para o suporte ao indivíduo acometido pelo problema, são de extrema importância. Salvador é a cidade com maior número de hospitais de referência da região nordeste, segundo o mesmo levantamento da Rede Brasil AVC, somando cinco centros ativos preparados para o atendimento imediato.

Para conscientizar a população sobre a importância do atendimento rápido do paciente que está sofrendo um AVC, a Rede Brasil AVC e a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, com o apoio da Boehringer Ingelheim, lançaram a campanha “A Vida Conta – Cada minuto faz a diferença”. A iniciativa explica a relação direta com o risco de sequelas graves e incapacitantes que a doença pode causar e faz um grande alerta sobre a prevenção.

Sobre o AVC 

Os principais sintomas do derrame são dormência súbita ou fraqueza no rosto, braço ou perna, especialmente em um dos lados do corpo; confusão, dificuldade para falar ou entender a fala; súbita dificuldade em enxergar; tontura, dificuldade para andar, perda de equilíbrio ou coordenação e dor de cabeça súbita e grave sem causa conhecida.

Além disso, 85%8dos casos de AVC ocorrem na forma isquêmica, quando há uma obstrução em um vaso que fornece sangue ao cérebro, bloqueando a passagem de oxigênio para as células locais. Nessa forma, se não tratado rapidamente, o paciente perde, aproximadamente, 1.9 milhão de neurônios a cada minuto. Por isso, quanto mais tempo se passa sem atendimento, maiores são as chances de sequelas graves, como dificuldades de movimentação, linguagem, visuais, de memória e até mesmo comportamentais.

Para o tratamento do acidente vascular cerebral isquêmico, existe um medicamento injetável altamente eficaz, chamado trombolítico.  Estudos mostram que, se tratado em até 4h30 após o início dos sintomas, o paciente tem 30% mais chances de evoluir de forma favorável.

Campanha

“Para reforçar o conceito sobre a necessidade da urgência médica que envolve o AVC, desde o ano passado, a Rede Brasil AVC, em parceria com a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, com o apoio da Boehringer Ingelheim, a campanha A Vida Conta – Cada minuto faz diferença está no ar, trazendo diversos materiais educativos sobre a doença na fanpage da ONG, alertando para os sinais e riscos”, afirma a Dra. Sheila Martins, neurologista e presidente da Rede Brasil AVC. Siga a campanha na Fanpage da Rede Brasil AVC: https://www.facebook.com/CampanhaAVC

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