Em 'sessão no meio da rua', vereadores de Cabedelo protestam contra a eleição da nova Mesa - WSCOM

menu

Política

30/11/2018


Em ‘sessão no meio da rua’, vereadores de Cabedelo protestam contra a eleição da nova Mesa

Vereadores fizeram 'sessão' do lado de fora da Câmara Municipal. Órgão legislativo estava fechado

Na imagem, Câmara Municipal de Cabedelo

Um grupo formado por nove vereadores realizou uma ‘sessão’ do lado de fora da Câmara Municipal de Cabedelo, o órgão legislativo estava fechado devido aos últimos tumultos que ocorreram no local. Em protesto, os parlamentares questionavam a votação e aprovação de um projeto que apresentou os nomes para formarem uma nova Mesa Diretora da Câmara. Dos cinco integrantes da atual mesa, quatro estão presos e são alvos da Operação Xeque-Mate, que investiga um esquema de corrupção na cidade.

Esses nomes para substituição foram aprovados na terça-feira (26), em meio a cinco projetos em bloco. Com a mudança, a partir do dia 1º de janeiro de 2019, Geusa Ribeiro se torna a presidente da mesa, Eudes Sousa o vice, Fabiana Regis a secretária, Reinaldo Lima o segundo secretário e Vitor Hugo, atual prefeito interino, volta a ocupar o cargo previsto na chapa original, de segundo vice.

Com isso, até março de 2019, quando novas eleições municipais suplementares devem ser realizadas em Cabedelo, o atual prefeito interino de Cabedelo – que também assumiu a presidência interina da Câmara – deve retornar para a Câmara de Vereadores, uma vez que a presidente da mesa diretora, Geusa, deve assumir a Prefeitura.

Geusa Ribeiro disse que os nomes foram escolhidos em acordo com os vereadores, exceto o de Vitor Hugo, que já estava previsto para ser o segundo vice devido à formação anterior da mesa diretora, da qual ele é o único que não está preso.

No entanto, um grupo de vereadores afirmou que a aprovação do projeto foi uma fraude, uma vez que eles não tiveram acesso ao conteúdo. A proposta seria um ‘jabuti’ em meio a outros projetos votados em bloco, entre eles o pagamento do 13° para os legisladores. Os vereadores declararam que prestaram queixa na Polícia Civil e foram ao Ministério Público da Paraíba para pedir a anulação da sessão de terça-feira.

Victor Hugo, que também é candidato a prefeito, informou que vai recorrer à Justiça, pois a mudança na gestão do município deve provocar instabilidade, com mudanças de secretários e equipe por um período de três meses.

Apesar disso, o consultor jurídico da Câmara relatou que o projeto de substituição dos nomes na mesa diretora foi aprovado por treze votos a dois, conforme o que é estabelecido pela legislação, e foi lido e votado normalmente.