Em Pacaraima, fronteira com a Venezuela amanhece fechada pelo 12º dia - WSCOM

menu

Brasil & Mundo

05/03/2019


Em Pacaraima, fronteira com a Venezuela amanhece fechada pelo 12º dia

Imagem reprodução

Amanheceu fechada nesta terça (5), pelo 12º dia consecutivo, a fronteira entre Brasil e Venezuela por Pacaraima, em Roraima. A expectativa era de que a passagem, bloqueada por ordem do presidente venezuelano, Nicolás Maduro,fosse permitida a partir de quinta-feira da semana passada (28), o que ainda não ocorreu.

O bloqueio entre os dois países já tem reflexos locais. Desde a sexta (22), quando a fronteira foi fechada pelo primeiro dia, as lojas começaram a fechar mais cedo em meio à falta de clientela e à preocupação de empresários, que agora já começam a pensar em demissões.

“Hoje a gente sabe quem é a população de Pacaraima e quem são os venezuelanos e a importância deles para o comércio de Pacaraima. Agora a gente vê que tem mudança. Aqui é lotado de gente, hoje não tem ninguém”, diz Regina Fontenele, que trabalha há 20 anos em Pacaraima.

Desde o fechamento da fronteira, o fluxo de pessoas que iam de carro até a cidade desapareceu. “Pra nós, foi a pior crise já enfrentada, nos afetou muito”, diz Osmar Cardoso, que mora há três anos na cidade.

Segundo Abraão Oliveira da Silva, secretário de Educação de Pacaraima, a rede municipal de ensino, que retoma as aulas na próxima semana, tem 2.135 estudantes matriculados, dos quais 60% são venezuelanos e cerca de 200 vivem na cidade venezuelana fronteiriça.

“O calendário escolar foi bastante debatido e será mantido com o início das aulas na quinta-feira [7] mesmo se a fronteira permanecer fechada”, afirmou o secretário ao G1. “Se a gente muda o calendário, prejudica ainda mais estudantes”, explicou.

 

De acordo com ele, neste ano o município também não vai ofertar transporte escolar para buscar estudantes que vivem em Santa Elena, o que ocorria até o ano passado. A mudança, conforme o secretário, foi estabelecida por que “não há respaldo legal algum para que os ônibus brasileiros atravessem até o outro lado”.