Em meio a racha do PSDB, Cássio é o nome escolhido por Alckmin para assumir presidência do Partido - WSCOM

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Paraíba

25/12/2018


Em meio a racha do PSDB, Cássio é o nome escolhido por Alckmin para assumir presidência do Partido

Senador pernambuco Bruno Araújo é o indicado de João Dória. Eleições para presidência da sigla acontecem em maio de 2019.

Na imagem, o senador paraibano Cássio Cunha Lima

Em meio ao racha do PSDB, dois nomes surgem forte como os próximos sucessores à presidência do Partido. Segundo o jornal Estadão, o atual presidente da sigla, Geraldo Alckmin, indicou o Senador paraibano Cássio Cunha Lima como o seu sucessor. Já João Dória, governador eleito de São Paulo, indicou publicamente o senador pernambuco Bruno Araújo. O deputado Yeda Crusius é outro nome que concorrerá, mas sem muita força dentro do ninho tucano. 

 

Ao Estado de S. Paulo, Bruno Araújo declarou que o partido precisa assumir uma postura mais conservadora nos costumes. As propostas de Araújo coincidem com o projeto de Doria de “tirar o PSDB do muro” e coloca a sigla no centro do debate nacional com uma agenda mais à direita do que a historicamente seguida pelos tucanos, o que vai na contra-mão de Alckmin e Cássio que querem oposição ao atual governo.

 

João Doria, que defende que o PSDB não seja mais um partido “de centro-esquerda” (como na fundação), conta com o apoio dos demais governadores tucanos e da maioria do partido para eleger Bruno Araújo presidente em maio. O grupo de Alckmin, que defende a pauta histórica do partido, porém, tenta construir uma alternativa. 

 

Além da convenção, o PSDB realizará também em maio um congresso nacional no qual vai modificar seu estatuto e atualizar seu programa partidário. Essa será a arena de debates que vai definir o futuro do partido.

 

Racha

Nomes históricos do partido, como o senador José Serra e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso são contra a mudança de discurso e contra o embarque na administração federal. “Se o PSDB virar uma sub-legenda do governo, qualquer governo, estou fora”, declarou FHC em entrevista à Veja.

 

“Não pedimos para ninguém sair, mas a sintonia com a vontade da sociedade vai delinear quem fica e quem sai do partido. O novo PSDB que eu, Bruno Araújo e Doria defendemos é um partido atualizado com a sociedade. Essa ala que resiste a isso precisa entender que o mundo mudou”, disse o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, que deve integrar a próxima executiva nacional.

 

“O PSDB não pode ter o receio de fazer inflexões a pautas mais conservadoras, como, por exemplo, a redução da maioridade penal, que tem apoio da maioria da sociedade e que recebeu votos na Câmara da imensa maioria do partido”, declarou Bruno Araújo.

 

Ele advoga pela posse de arma em áreas rurais, alinhado com o discurso do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Ele também se diz a favor de cotas sociais em detrimento de cotas raciais, enxugamento do estado e “racionalidade na pauta ambiental”.