Em busca do 1º lugar, seleção encerra fase de "polimento" - WSCOM

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22/06/2006


Em busca do 1º lugar,

A fase de “polimento” da seleção termina nesta quinta-feira, diante do Japão, em Dortmund. Já classificado às oitavas-de-final da Copa do Mundo, o Brasil se despede da primeira fase disposto a garantir o 1º lugar do Grupo F e confirmar o planejamento elaborado por Carlos Alberto Parreira e a sua comissão técnica. A partida, que terá acompanhamento on-line do UOL Esporte, começa às 16h (horário de Brasília).

Caso confirme o 1º lugar, o Brasil enfrentará nas oitavas o segundo colocado do Grupo E, atualmente a República Tcheca. Se ficar em segundo irá cruzar com o primeiro da mesma chave, atualmente a Itália. As partidas dos dois grupos serão disputadas nesta quinta-feira.

Nos primeiros treinamentos da seleção em Weggis, na Suíça, Parreira afirmou que a equipe chegaria às primeiras partidas do Mundial “com 60% ou 70% da sua capacidade, pois o objetivo era atingir 100% na fase final”. O técnico alegava que os jogadores, desgastados após a temporada européia, precisariam de tempo para recuperar a condição atlética.

Pautada pelos testes físicos e trabalhos moderados (e individualizados), a preparação da seleção contou ainda com amistosos contra equipes fracas – FC Lucerna e Nova Zelândia, que, segundo Parreira, serviram apenas para treinar o time. “A idéia é que a seleção se redescubra”, justificava.

Nos dois primeiros jogos da Copa, contra Croácia (vitória por 1 a 0) e Austrália (2 a 0), o Brasil apresentou um futebol sem brilho e venceu graças às individualidades dos jogadores, casos de Kaká no primeiro jogo e dos centroavantes Adriano e Fred no segundo.

“O importante é que o time cresça joga a jogo e se desenvolva cada vez mais nos aspectos físico e tático. Talvez isso ocorra a partir de agora, até porque a pressão é menor”, disse Parreira, se referindo ao fato de a seleção já estar garantida na fase mata-mata.

O preparador físico Moraci Sant’Anna endossa o discurso do treinador. “Na média, três jogos são suficientes para que os jogadores se condicionem para um torneio como a Copa do Mundo”.

A expectativa sobre a seleção brasileira, atual campeã mundial, era enorme. A delegação, que chegou à Alemanha como principal favorita, tem gradativamente perdido espaço para as “surpresas” Argentina e Alemanha. Os próprios jogadores admitem que estão devendo um melhor futebol, apesar da possibilidade de completar a primeira fase com aproveitamento 100%, algo que só duas das seleções dos títulos do penta conseguiram (veja quadro ao lado).

“O Brasil tem tudo para crescer em todos os aspectos. A gente vê que todo mundo está querendo mostrar um melhor futebol”, disse Ronaldinho Gaúcho. “A cobrança sobre a seleção é normal, mas o importante é que a equipe está evoluindo”, completou o melhor do mundo.

Para o volante Émerson, é difícil apontar o quanto a seleção melhorou desde a estréia no Mundial. “O fato de o time ter vencido os dois jogos mostra que estamos no caminho certo. Tudo isso nos dá confiança para as próximas fases”.

Tanto Parreira quanto os jogadores atribuem parte do “fracasso” da seleção nas rodadas iniciais à forte marcação dos adversários. Para o grupo, croatas e australianos entraram em campo apenas para não deixar o Brasil jogar.

Contra o Japão, o elenco espera um comportamento diferente. A seleção dirigida por Zico precisa vencer para seguir no torneio e deve, em tese, atacar o Brasil. “Acho que faremos o nosso melhor jogo. O Japão joga e deixa jogar. Os outros jogam e não deixam a gente jogar”, discursou Roberto Carlos. “Eles têm a obrigação de vencer e pode ser um jogo mais bonito”.

Jogador do Brasil nas Copas de 1978, 82 e 86, Zico, agora “inimigo”, aposta na aparente tranqüilidade brasileira para ganhar a partida. O técnico lembrou que, em 1998, na França, a seleção enfrentou a Noruega classificada e perdeu o jogo. O Galinho era à época coordenador e integrava a comissão técnica de Zagallo.

“Você pode estar tranqüilo e fazer um grande jogo ou não fazer [uma grande atuação]”, ponderou Zico, que precisa derrotar bem o Brasil e torcer pelo menos por um empate entre Austrália e Croácia.

Tanto Parreira quanto Zico irão divulgar as escalações de Brasil e Japão minutos antes do jogo. Cafu, Emerson e Ronaldo estão pendurados com um cartão amarelo e podem ser poupados.

“É algo que precisamos analisar”, disse o brasileiro. “Por não ser um jogo de risco não vejo motivo para adiantar a formação. E, se perdermos algum jogador por causa de cartão, não é o fim do mundo. Temos no elenco atletas que manterão o mesmo nível”, completou Parreira.

Como precisa vencer, Zico deve promover mudanças no setor ofensivo. Em dois jogos, a seleção asiática marcou apenas um gol, na derrota de virada para a Austrália por 3 a 1, na estréia.

BRASIL x JAPÃO

Data: 22/06/2006 (quinta-feira)

Horário: 16h (Horário de Brasília)

Local: Westfalenstadion, em Dortmund (Alemanha)

Árbitro: Eric Poulat (FRA)

Assistentes: Lionel Dagorne (FRA) e Vincent Texier (FRA)

Brasil

Dida; Cafu (Cicinho), Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Emerson (Gilberto Silva), Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho; Adriano (Robinho) e Ronaldo.

Técnico: Carlos Alberto Parreira

Japão

Kawaguchi; Kaji, Nakazawa, Tsuboi e Alex Santos; Ogasawara, Fukunishi (Inamoto), Nakamura e Hidetoshi Nakata; Takahara e Yanagisawa (Oguro ou Maki).

Técnico: Zico

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