Egípcio Hosni Mubarak pode ser condenado à forca por massacre de manifestantes - WSCOM

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Internacional

15/04/2011


Egípcio Hosni Mubarak pode ser condenado

Massacre

Foto: autor desconhecido.

O ex-presidente egípcio, Hosni Mubarak, detido nesta semana por conta de uma investigação sobre a violenta repressão das manifestações contra seu governo, pode ir à forca se condenado, informou a imprensa oficial nesta sexta-feira (15).

Mubarak e seus filhos Gamal e Alaa foram detidos na quarta-feira por 15 dias como parte de uma investigação judicial sobre a repressão contra os manifestantes que derrubaram seu regime, após uma mobilização massiva entre janeiro e fevereiro. Ao todo, 800 pessoas foram mortas.

O jornal oficial Al Ahram citou nesta sexta-feira uma declaração do presidente da corte de apelações do Cairo, Zakaria Chalach, afirmando que Hosni Mubarak pode ser executado se for considerado culpado de provocar a morte dos manifestantes de maneira premeditada.

Chalach indicou ainda que o depoimento do ex-ministro do Interior de Mubarak, Habib Al Adli, também acusado por ordenar os disparos contra os manifestantes, o transforma em cúmplice se confirmado.

Segundo o magistrado, Adli afirmou que Mubarak ordenou que ele usasse a força contra os protestos.

– Se isso for provado, [Mubarak] receberá a mesma pena que a pessoa que coordenou [a repressão], e pode ser uma execução se demonstrarmos que os manifestantes pacíficos foram mortos de maneira premeditada.

Se não tiver havido premeditação, o ex-presidente será condenado à prisão perpétua. Entretanto, se o tribunal concluir que as ordens de Mubarak levaram os agentes repressores apenas a ferir os manifestantes, ele pode ser sentenciado a três ou cinco anos de prisão.

Mubarak renunciou em 11 de fevereiro, após enfrentar meses de protestos contra seu governo, que durava cerca de três décadas.

Mas, apesar disso, milhares de pessoas continuaram a protestar no Egito nas semanas seguintes, dessa vez para que o ex-presidente fosse julgado pelas mortes durante as manifestações que levaram à sua queda.

Detido pela polícia, Mubarak sofreu um ataque cardíaco durante depoimento e foi hospitalizado.

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