Efraim não crê que redução de bancada da PB seja aprovada no Congresso - WSCOM

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Política

06/04/2017


Efraim não crê em redução de bancada

LÍDER DO DEM

Foto: autor desconhecido.

O líder do DEM na bancada federal, o deputado paraibano Efraim Filho, não crê que a proposta que prevê a redução de duas cadeiras da bancada paraibana no Congresso Nacional prosperará em votação no plenário da Casa. O Projeto de Lei, de autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), teve o relatório elaborado pelo senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), e foi aprovado por unanimidade no colegiado da Comissão de Constituição e Justiça do Senado nesta quarta-feira (5).

“Eu acredito que esse remanejamento dificilmente aconteceria. Porque não é simplesmente reduzir o número de deputados. É fazer com que outros estados ganhem deputados em detrimento da Paraíba que perderá. Se a linha fosse a diminuição de todos, seria uma coisa, mas só o remanejamento para ajudar outros estados prejudicando o nosso, isso complica. Eu acho muito difícil que esse tema prospere, que vá adiante”, comentou.

Com a redução de 12 para 10 vagas na Câmara, a Paraíba perderia também 6 deputados estaduais na Assembleia Legislativa da Paraíba. Efraim expôs os prejuízos que tais reduções causariam.

“Seria prejuízo sim. Porque com menos parlamentares na Paraíba, nós teríamos menos recursos e menos investimentos destinados às prefeituras, às comunidades, obras, como por exemplo, calçamentos de ruas, construção de escolas, postos de saúde e outros investimentos importante para o Estado ficariam prejudicados”, considerou.

Na proposta, as 513 cadeiras na Câmara Federal seriam redistribuídas. Sete estados perderiam representatividade na Câmara. O Rio de Janeiro teria três cadeiras a menos; Rio Grande do Sul, Paraíba e Piauí, duas; enquanto Paraná, Pernambuco e Alagoas ficariam com um político a menos. Sete outros Estados, por sua vez, aumentariam sua bancada. O Pará passaria a ter quatro deputados a mais; Amazonas e Minas Gerais ganhariam duas cadeiras, cada; e o ganho de Bahia, Ceará, Santa Catarina e Rio Grande do Norte seria de um parlamentar.

Outras treze unidades da Federação manteriam o número de deputados federais que elegem hoje: São Paulo, Maranhão, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima. Curiosamente, dois dos Estados mais beneficiados, Pará e Minas Gerais, são, respectivamente, as bases do autor e relator da matéria.
 

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