Efraim diz que cúpula do PT sabia de empréstimos e presidente Lula precisa - WSCOM

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Política

09/08/2005


Efraim diz que cúpula do

O primeiro-secretário do Senado, Efraim Morais (PFL-PB), defendeu hoje, com exclusividade para o WSCOM, que o presidente Lula sabia dos empréstimos milionários feitos em nome do publicitário Marcos Valério. Ele acredita que essas operações não poderiam ter sido feitas sem o conhecimento e supervisão da cúpula política do PT, comandada pelo presidente Lula e pelo trio palaciano apelidado de “Núcleo Duro”: José Dirceu, Luiz Gushiken e Luiz Dulci.

Efraim lamentou as declarações desconectadas do presidente da República a respeito da crise, quando fala em elites golpistas e invoca para si o monopólio da virtude, e quando garante que não sabe, nem nunca soube de nada.

”Nenhum desses atos favorece a posição do presidente da República – nem do ponto de vista logístico e ético.” Para Efraim, quando Lula busca desvincular-se do PT, mostra-se desleal para com os seus companheiros de longa jornada, como Delúbio Soares, que o acompanhou em viagens internacionais e desfrutava de sua privacidade.

Efraim citou trecho do artigo de César Benjamin, um dos fundadores do PT, publicado na Folha de S.Paulo do último domingo (7), onde afirma que “Os malfeitos que têm vindo à luz não começaram agora, nem decorrem de um equívoco individual. Representam apenas a transferência para a esfera do governo federal de práticas iniciadas com certeza nos primeiros anos da década de 1990, talvez antes, e nunca descontinuadas.”

Impressões digitais

Efraim destacou também que “as impressões digitais do mesmo grupo” – ele se refere a Lula, José Dirceu, José Genoíno, Luiz Gushiken, entre outros – “aparecem na gestão do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), na organização das finanças da campanha presidencial de 1994, na gestão de algumas prefeituras, como a de Santo André, e na busca de controle de fundos de pensão, para citar apenas as situações mais notórias”, continuando, “dos Correios à Petrobras, das empreiteiras com créditos a receber às verbas de publicidade, do Banco do Brasil aos fundos de pensão, nada estava, em princípio, fora de seu raio de ação. Um esquema desse tipo sempre precisa de forte apoio em altos escalões de governo, que ordenam os pagamentos e fazem as nomeações. Sílvio Pereira, Delúbio Soares, Waldomiro Diniz e outros ‘operadores’ nunca tiveram cargos que lhes permitissem agir sozinhos de forma eficaz”.

Caindo na real

Efraim lembrou que, desde a posse do presidente, tem feito oposição responsável, patriótica e fiscalizadora ao governo, mas não conspira contra o País e tem desejado o sucesso do presidente Lula, pelas esperanças e expectativas que gerou na sociedade brasileira.

“Precisamos devolver credibilidade às instituições republicanas. Sem credibilidade, nenhum regime se sustenta, sobretudo o democrático, fundado na transparência e na prestação de contas à sociedade.”

Efraim lembrou ao presidente Lula que a eleição está longe e recomendou a ele “que caia na real” ou estará correndo o risco de comprometer o seu mandato, já que a paciência do povo brasileiro está se esgotando.

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