Educação na Ásia supera a européia, diz OCDE - WSCOM

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Internacional

13/03/2006


Educação na Ásia supera a

A Europa está ficando atrás da Ásia em termos de educação e capacitação, segundo um relatório divulgado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – formada por 30 países desenvolvidos.

O relatório critica França e Alemanha por seus sistemas “medíocres” de educação, que aprofundam as diferenças de classes sociais.

A China e a Índia, por outro lado, começaram a produzir “especialização a um custo baixo e em um ritmo cada vez mais acelerado”.

Os casos da Coréia do Sul e da Finlândia são destacados como exemplos positivos nos quais o investimento em educação é prioritário.

Saída é investimento

O autor do estudo, Andreas Schleicher, diz que a solução é clara para países que estão ficando para trás, como a França e a Alemanha – investimento em educação e capacitação.

“Educação e capacitação serão a chave para a Europa atingir seus objetivos ambiciosos”, disse ele.

“Em resumo, se a Europa quer reter sua vantagem competitiva e se manter no topo, o sistema educacional tem que se tornar mais flexível, mais eficaz e mais acessível para um maior número de pessoas,” afirma Scheleicher.

Alemanha e França “representam 35% de economia de 11,6 trilhões de euros da União Européia, mas não estão mais entre os líderes mundiais em desenvolvimento de conhecimento e de capacitação”.

Ele elogiou o “milagre” da Coréia do Sul, que nos anos 60 tinha renda próxima do México e dos países da América do Sul e estava entre os lanterninhas dos 30 países da OCDE em termos de qualificação educacional.

Hoje, 97% dos sul-coreanos entre 25 e 34 anos completaram o ensino secundário.

Schleicher afirma que a Coréia do Sul foi transformada pela resposta positiva à demanda por educação: “quando a demanda superou a oferta, os estudantes não foram mandados para casa. O tamanho das salas de aula e dos turnos escolares foram ampliados”.

Os pais também investiram em aulas particulares para os filhos e as reformas educacionais foram baseadas no mérito das crianças, não de onde elas vieram.

Na França, na Alemanha e na Itália, de acordo com o estudo, a distinção de classes causa preocupação.

“Europeus de níveis socio-econômicos mais baixos não têm as mesmas oportunidades educacionais que as crianças de famílias ricas ou de classe média,” afirma o estudo.

Barreira

“Em vários países, os dados sugerem que as escolas européias reforçam desigualdades já existentes”.

Na Alemanha, por exemplo, crianças de famílias de classe média têm quatro vezes mais chance de chegar à universidade.

O estudo recomenda a criação de um sistema de alta qualidade educacional com a liberdade para responder à demanda, o desenvolvimento de sistemas para melhorar o acesso, a qualidade e a igualdade, o encorajamento de financiamento público e privado e a criação de colegiados nas universidades, formados não somente pela comunidade acadêmica.

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