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Economia & Negócios

03/06/2011


Economia acelera e cresce 1,3%

Janeiro - Março

O PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) registrou avanço de 1,3% no primeiro trimestre deste ano (período de janeiro a março), com o impulso dado pelo desempenho do setor agrícola – seguido de indústria e serviços. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em valores, o PIB alcançou R$ 939,6 bilhões no primeiro trimestre.

O resultado se refere à comparação com o quarto trimestre (período de outubro a dezembro) de 2010. Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, o avanço na economia foi de 4,2%; neste caso, o impulso maior veio do setor de serviços.

No acumulado nos 12 meses encerrados em março deste ano, o crescimento foi de 6,2% em relação aos 12 meses imediatamente anteriores.

Na comparação com o quarto trimestre de 2010, a indústria foi o destaque (com crescimento de 2,2%), com a atividade da indústria de transformação – que envolve setores como produtos alimentícios, bebidas, cigarro, roupas, papel, combustível, eletrônicos e automóveis. Os setores de construção civil e eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana também cresceram.

No setor de serviços (crescimento de 1,1%), os melhores resultados foram os registrados nos setores de transporte, armazenagem e correio. Os serviços de informação também se destacaram, seguidos por administração, saúde e educação públicas e atividades imobiliárias e aluguel.

No trimestre passado, o PIB alcançou R$ 939,6 bilhões. A taxa de investimento no período superou a registrada no mesmo trimestre de 2010, e a taxa de poupança alcançou 15,8% (também superior à de um ano antes).

A despesa de consumo das famílias desacelerou e teve avanço de apenas 0,6%, após apresentar crescimentos de 1,1% a 2,3% nos últimos três trimestres de 2010. Já a despesa de consumo da administração pública cresceu 0,8%.

Pelo lado do setor externo, tanto as vendas para quanto a compra de bens e serviços de outros países apresentaram quedas.

Analistas  esperavam um resultado acima de 1% – superior ao 0,75% do último trimestre do ano passado. O economista Rafael Bacciotti, da Tendências Consultoria, disse que o resultado mostra que as medidas prudenciais do Banco Central, em frear a inflação com a diminuição da oferta de crédito, ainda não atingiram a economia.

– O desempenho do mercado de trabalho ajudou na formação do indicador, porque com as pessoas ocupadas houve um maior aumento da renda, que incentivou o consumo e ajudou a girar a economia neste primeiro trimestre. É um dado altamente positivo.

Inflação

A preocupação com a inflação é algo que não tira somente o sono dos brasileiros, mas principalmente da equipe econômica do governo. Desde o ano passado, o Banco Central adotou medidas macroprudenciais, de retirada dos estímulos da economia, assim como a freada no crédito. Com o aumento da taxa de juros, a Selic, o repasse foi feito aos bancos e, com isso, pegar dinheiro emprestado ficou mais caro.

Toda essa cautela tem uma explicação: a falta de investimentos. Com um baixo investimento do governo no país, crescer muito rápido coloca em risco a estabilidade econômica, tão duramente conquistada no Brasil com o Plano Real. Por isso, a expectativa do próprio Banco Central é que o país encerre 2011 com um crescimento de 4,5%, o que dentro das condições macroeconômicas é mais “saudável”.

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