'É preciso uma construção coletiva que tire a política das mãos dessas poucas famílias que controlam a Paraíba', diz Tárcio - WSCOM

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Política

31/08/2018


‘É preciso uma construção coletiva que tire a política das mãos dessas poucas famílias que controlam a Paraíba’, diz Tárcio

Foto: autor desconhecido.

Na noite da última quinta-feira (30), foi realizado o primeiro debate entre os candidatos ao Governo da Paraíba no sertão paraibano, promovido pela TV Sol. A participação do candidato do PSOL, Tárcio, mais uma vez foi destaque.

Logo na apresentação o representante da Coligação Construir Poder Popular (PSOL, PCB e UP) se diferenciou de todos ao afirmar que pularia a parte do boa noite para prestar sua solidariedade aos familiares do Sargento Joselho, assassinado no mesmo dia do debate.

No segundo bloco Tárcio perguntou para João, seguindo no tema sobre segurança, apresentando diversas propostas para aprimoramento da Segurança Pública, a exemplo da uma equipe especializada de Polícia Comunitária no campo, mas dedicando maior parte para denúncia que PM não recebe risco de vida e que esses policiais, assim como os polícia civis, perdem 40% do seu salário quando indo para reserva, ou mesmo a família perde o mesmo percentual em casos como o do Sargento Joselho.

O debate sobre segurança desestabilizou o candidato do Governo, que foi forçado a todo momento, mesmo quando não diretamente em debate com Tárcio, tentar justificar as falhas do Governo.

Ao debater com Lucélio Tárcio focou no tema da Corrupção, perguntando sobre Dinaldinho, Cabedelo e lembrando dos escandalos nacionais do PSDB, vice na chapa do PV. O candidato ficou visivelmente desestabilizado, já que acabou sendo acuado e defendendo o PSDB e o Dinaldinho em meio aos escândalos que assolam a cidade de Patos. Como não bastasse, na réplica Tárcio ainda fez referência a falta de transparência no caso do escândalo da Lagoa.

O formato do debate permitiu que Tárcio debatesse com todos os candidatos, sendo cirúrgico ao dizer que perguntaria “ao candidato de Temer”.

O candidato do PSOL não poupou críticas, chamou Maranhão de golpista, lembrou que ele votou pela terceirização ampla e irrestrita, pelo congelamento dos gastos públicos, pelo fim da CLT, em favor de Temer e a Aécio Neves, segundo Tárcio, “os corruptos mais conhecidos do País. Maranhão, no auge de sua experiência, ficou visivelmente abalado, não desmentindo Tárcio e atacando o Lula e o partido dos trabalhadores, mesmo depois tendo tentado colar sua imagem a do presidente Lula ao tratar de campanhas anteriores.

Tárcio fechou sua participação afirmando a alegria de ser sertanejo e fazendo um convite para uma construção coletiva que tire a política das mãos dessas poucas famílias que controlam a política paraibana, trazendo para as mãos do povo que vive do trabalho, que, de fato, vive e constrói a Paraíba.