Dólar barato põe em risco competitividade da indústria brasileira - WSCOM

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Economia & Negócios

15/04/2011


Dólar põe em risco competitividade

Barato

Foto: autor desconhecido.

O dólar barato continua sendo um problema para as empresas brasileiras. Para os empresários, o forte crescimento das importações, que devem chegar a cerca de R$ 363,4 bilhões nesse ano contra R$ 224 bilhões da previsão anterior registrada em 2010, são prejudiciais à economia, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Para Flávio Castelo Branco, gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, a previsão é que o dólar chegue a R$ 1,63 no final de 2011, ante a perspectiva anterior de R$ 1,70. Esse patamar, de acordo com Castelo Branco, tem efeito devastador para os custos dos produtos brasileiros.

– A forte entrada de recursos nos primeiros meses do ano nos preocupa pela consequência que possa ter no câmbio e, portanto, na competitividade do país. Estamos perdendo mercado porque os produtos brasileiros estão ficando mais caros com esse dólar barato.

Contas públicas

A CNI também acredita que a política fiscal apresentada pelo governo, com cortes no orçamento de R$ 50 bilhões, pode ajudar a diminuir o rombo nas contas públicas.

Pela previsão dos industriais, o déficit público, que é o saldo negativo das contas do governo, deve cair de 3,2% para 3,05%. O superávit público primário, que é a economia feita pelo governo para pagar a dívida, deve subir de 2,2% de 2,7%, contribuindo para reduzir a dívida pública de 40,4% para 39,9% do PIB.

Mas, segundo Castelo Branco, ainda há mais a ser feito.

– Os cortes podem reverter um pouco a política expansionista do governo federal, mas Estados e municípios não têm ajudado nesse trabalho. A política fiscal poderia ser mais colaborativa, justamente para diminuirmos o custo disso para o setor produtivo. Tivemos, sim, incentivos para a indústria no ano passado, mas que já voltaram aos patamares anteriores à crise.

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