Dirceu participou de empréstimos ao PT, diz Valério - WSCOM

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Brasil & Mundo

04/08/2005


Dirceu participou de empréstimos ao

O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, apontado como um dos principais operadores do “mensalão”, indicou à Procuradoria Geral da República que o ex-ministro e deputado José Dirceu (PT-SP) participou das negociações de empréstimos junto aos bancos BMG e Rural para suas agências, em benefício do PT. Valério disse ainda que esteve reunido com Dirceu na Casa Civil.

Marcos Valério (centro) deixa a Procuradoria da República, onde disse ter participado de negociação de empréstimos ao PT com José Dirceu

Em depoimento prestado na terça-feira, cuja íntegra a Reuters teve acesso, o publicitário afirmou que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares lhe havia informado que Dirceu teve reunião com dirigentes dos bancos “por ocasião das suas tratativas” para conseguir os empréstimos junto às instituições financeiras.

Neste segundo depoimento à procuradoria, ele especificou que o encontro do ex-ministro com executivos do Banco Rural aconteceu no Hotel Ourominas, em Belo Horizonte, e a reunião com os do BMG ocorreu em Brasília, mas não informou a data dos eventos.

A mulher de Marcos Valério, Renilda Santiago Fernandes de Souza, em depoimento à CPI dos Correios na semana passada, também havia afirmado que Dirceu sabia das transações envolvendo as empresas de Valério e os empréstimos ao PT.

Esta, no entanto, é a primeira vez que o próprio publicitário envolve diretamente o ex-homem forte do atual governo.

Após o depoimento de Renilda, Dirceu confirmou em nota que esteve reunido com diretores do Rural e do BMG, mas que não tratou sobre empréstimos ao PT, o que repetiu em depoimento no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados na terça-feira.

O ex-ministro refutou ainda qualquer responsabilidade sobre as negociações feitas entre do PT para obter empréstimos junto a Valério, que resultaram em uma dívida de cerca de 40 milhões de reais ao partido.

Dirceu defendeu que, assim que assumiu a Casa Civil em janeiro de 2003, se afastou da Executiva do PT, mas ainda permanece integrante do Diretório Nacional, instância máxima do partido.

O publicitário, também durante seu depoimento à procutadoria, disse que esteve com dirigentes dos bancos e com Dirceu durante o primeiro semestre de 2003, mas para tratar de outros assuntos, como visitas à fábrica de Luziânia, do grupo BMG, e de projetos na área de mineração, do Rural. Valério também declarou que esteve por “várias ocasiões” na Casa Civil, sendo que em três delas com o próprio Dirceu.

Ex-mulher

No depoimento, o publicitário confirmou que ajudou a ex-mulher de Dirceu Ângela Saragosa a conseguir empréstimo junto ao Banco Rural e um emprego no BMG, a pedido do ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira. Segundo Valério, agiu “para auxiliar” o ex-ministro José Dirceu.

Valério voltou a listar nomes de deputados e assessores que faziam retiradas de dinheiro das contas bancárias da SMPB, como o deputado e ex-líder do PMDB José Borba (PR), que teria se recusado a assinar comprovante dos resgates.

O publicitário voltou a afirmar que Delúbio lhe explicou que os recursos usados nestas transações eram usados para pagamentos de dívida de campanha do PT nas eleições para deputados federais, estaduais e governadores, além de partidos aliados.

No fim do depoimento, Valério pediu que, com base em seu depoimento, lhe sejam assegurados “os benefícios legais em relação ao investigado colaborador”. O publicitário vem tentando negociar penas menores, caso seja condenado, por conta das informações que vêm prestando, mas a procuradoria nada concedeu.O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, apontado como um dos principais operadores do “mensalão”, indicou à Procuradoria Geral da República que o ex-ministro e deputado José Dirceu (PT-SP) participou das negociações de empréstimos junto aos bancos BMG e Rural para suas agências, em benefício do PT. Valério disse ainda que esteve reunido com Dirceu na Casa Civil.

Marcos Valério (centro) deixa a Procuradoria da República, onde disse ter participado de negociação de empréstimos ao PT com José Dirceu

Em depoimento prestado na terça-feira, cuja íntegra a Reuters teve acesso, o publicitário afirmou que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares lhe havia informado que Dirceu teve reunião com dirigentes dos bancos “por ocasião das suas tratativas” para conseguir os empréstimos junto às instituições financeiras.

Neste segundo depoimento à procuradoria, ele especificou que o encontro do ex-ministro com executivos do Banco Rural aconteceu no Hotel Ourominas, em Belo Horizonte, e a reunião com os do BMG ocorreu em Brasília, mas não informou a data dos eventos.

A mulher de Marcos Valério, Renilda Santiago Fernandes de Souza, em depoimento à CPI dos Correios na semana passada, também havia afirmado que Dirceu sabia das transações envolvendo as empresas de Valério e os empréstimos ao PT.

Esta, no entanto, é a primeira vez que o próprio publicitário envolve diretamente o ex-homem forte do atual governo.

Após o depoimento de Renilda, Dirceu confirmou em nota que esteve reunido com diretores do Rural e do BMG, mas que não tratou sobre empréstimos ao PT, o que repetiu em depoimento no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados na terça-feira.

O ex-ministro refutou ainda qualquer responsabilidade sobre as negociações feitas entre do PT para obter empréstimos junto a Valério, que resultaram em uma dívida de cerca de 40 milhões de reais ao partido.

Dirceu defendeu que, assim que assumiu a Casa Civil em janeiro de 2003, se afastou da Executiva do PT, mas ainda permanece integrante do Diretório Nacional, instância máxima do partido.

O publicitário, também durante seu depoimento à procutadoria, disse que esteve com dirigentes dos bancos e com Dirceu durante o primeiro semestre de 2003, mas para tratar de outros assuntos, como visitas à fábrica de Luziânia, do grupo BMG, e de projetos na área de mineração, do Rural. Valério também declarou que esteve por “várias ocasiões” na Casa Civil, sendo que em três delas com o próprio Dirceu.

Ex-mulher

No depoimento, o publicitário confirmou que ajudou a ex-mulher de Dirceu Ângela Saragosa a conseguir empréstimo junto ao Banco Rural e um emprego no BMG, a pedido do ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira. Segundo Valério, agiu “para auxiliar” o ex-ministro José Dirceu.

Valério voltou a listar nomes de deputados e assessores que faziam retiradas de dinheiro das contas bancárias da SMPB, como o deputado e ex-líder do PMDB José Borba (PR), que teria se recusado a assinar comprovante dos resgates.

O publicitário voltou a afirmar que Delúbio lhe explicou que os recursos usados nestas transações eram usados para pagamentos de dívida de campanha do PT nas eleições para deputados federais, estaduais e governadores, além de partidos aliados.

No fim do depoimento, Valério pediu que, com base em seu depoimento, lhe sejam assegurados “os benefícios legais em relação ao investigado colaborador”. O publicitário vem tentando negociar penas menores, caso seja condenado, por conta das informações que vêm prestando, mas a procuradoria nada concedeu.

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