Diferença salarial entre homens e mulheres cai para 30%, diz estudo - WSCOM

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Economia & Negócios

02/03/2006


Diferença salarial entre homens e

Elas estudam mais e até conciliam diferentes tarefas, seja no trabalho ou em casa. Mas continuam recebendo os menores salários do mercado. A boa notícia é que a diferença entre a remuneração de mulheres e homens vem diminuindo. Um estudo desenvolvido pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) mostra que, no início dos anos 90, os homens ganhavam até 50% a mais. Hoje, essa diferença se aproxima de 30%.

Os dados estão no livro ” O Progresso das Mulheres no Brasil ” , a ser lançado na próxima sexta-feira (3), em São Paulo, pelo Unifem. O levantamento analisa pesquisas que retratam a trajetória feminina entre 1992 e 2002.

” Embora tenha havido uma evolução importante, a disparidade mostra que as mulheres enfrentam dificuldades para vencer os obstáculos no mercado ” , avalia uma das coordenadoras do projeto, Júnia Puglia, em entrevista à Rádio Nacional AM . ” Houve mudança significativa da faixa etária e da condição financeira dessas mulheres que estão no mercado, com necessidade maior de se conciliar os diferentes papéis. ”

De acordo com a pesquisadora, a Constituição de 1988 permitiu um avanço na direção de direitos e na vigência de direitos individuais no Brasil. Houve uma lenta evolução da mulher no papel de chefe e da participação no mundo público. Uma das mudanças importantes nesse período foi a lei de cotas, que já vigora há quatro períodos eleitorais.

” Mas o panorama político no país não incentiva a população a votar em mulheres. O Brasil tem tido um resultado inferior ao da média na América Latina, que tem menos 10% de representantes femininos no Congresso Nacional ” , revela Júnia. ” Seria muito importante do ponto de vista da representatividade feminina que elas tivessem maior sucesso na carreira política ” .

O livro da Unifem vai ser distribuído principalmente entre pesquisadores, universidades e formuladores de política pública. Para ampliar o acesso à publicação, foi criada também uma página exclusiva na Internet (www.mulheresnobrasil.org.br) com o conteúdo, além de análises, artigos e tabelas sobre a pesquisa.

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