Desemprego sobe para 10,1% e renda cresce 1,1% em fevereiro, diz IBGE - WSCOM

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Brasil & Mundo

23/03/2006


Desemprego sobe para 10,1% e

A taxa de desemprego das seis principais regiões metropolitanas do país subiu para 10,1% da população economicamente ativa em fevereiro, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em janeiro, o indicador já havia subido para 9,2% em razão do aumento na procura por trabalho no início do ano e da redução da oferta de vagas temporárias.

Segundo o IBGE, apesar do período propício ao aumento da taxa de desemprego em razão da maior procura por trabalho, o resultado de fevereiro ainda é inferior ao do mesmo mês do ano passado, quando o índice havia ficado em 10,6%.

Já a renda do trabalhador subiu de R$ 989,06 em janeiro para R$ 999,80 em fevereiro, uma alta de 1,1%.

Tradicionalmente, a taxa de desemprego sobe nos primeiros meses do ano com a dispensa dos trabalhadores temporários.

Entre janeiro e fevereiro, o contingente de ocupados ficou estável, o que representa cerca de 19,9 milhões de pessoas. Já o contingente de pessoas desocupadas cresceu 9,5% em relação a janeiro e chegou a 2,232 milhões de pessoas em busca de trabalho.

Segundo o instituto, foi verificado aumento no contingente de desocupados nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte (13,0%), Rio de Janeiro (15,3%) e São Paulo (15,6%).

Entre as regiões, a taxa de desemprego mais elevada foi registrada em Recife (15,9%). Porto Alegre (7,5%) apresentou taxa estatisticamente estável em relação a janeiro e Salvador teve queda para 13,6%. Por outro lado houve alta em Belo Horizonte (9,1%), Rio de Janeiro (7,9%) e São Paulo (10,5%).

Entre as atividades, o destaque ficou com os serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira, que representam 14,3% da população ocupada. O contingente de ocupados neste grupamento de atividade manteve-se estável em relação a janeiro e cresceu 5,2% em relação a fevereiro do ano passado.

As atividades de educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social apresentaram cresciemnto de 5,2% no total de ocupados em relação a fevereiro de 2005. Os serviços domésticos também apresentaram crescimento nesta base de comparação, de 5,35.

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