Deputado Ricardo Izar é enterrado em São Paulo - WSCOM

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Política

03/05/2008


Deputado Ricardo Izar é enterrado



O deputado federal pelo PT, Arlindo Chinaglia consola Marisa Maud Izar, viúva do presidente do Conselho de Ética da Câmara

O deputado Ricardo Izar (PTB-SP), 69 anos, que morreu na tarde da última sexta-feira (2), foi enterrado às 15h deste sábado (3), no cenitério do Araçá, Zona Oeste de São Paulo. O corpo do deputado foi velado na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Izar era presidente do Conselho de Ética da Câmara.

Entre os presentes, além da família e de amigos do deputado, estavam nomes importantes da política nacional como o atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o pré-candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) e o deputado Campos Machado (PTB-SP). O deputado Paulo Maluf (PP-SP) segurou uma das alças do caixão, do velório ao cemitério.

O caixão estava envolvido pela bandeira do Líbano, país de origem da família de Izar. Todos os familiares estavam bastante emocionados.

‘Equilibrado e Trabalhador’

O vice-governador e secretário de Desenvolvimento de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB) disse que estava no velório representando o governador José Serra, que está no exterior. Ele disse ser amigo de longa data de Izar, de quem se aproximou durante primeiro mandato dos dois como deputado estadual por São Paulo, em 1971.

“Tive uma convivência longa com ele. Fomos deputados estaduais em 1971 e depois deputados federais. Ele era muito cordato, tranqüilo, equilibrado e trabalhador. Teve sempre uma atuação muito respeitada no Congresso.”

Para o presidente da OAB-SP, Flávio D’Urso, Izar era um “bastião da ética”. “Ricardo sempre foi um advogado exemplar, mas como homem público tornou-se um referencial. Foi um bastião de resistência da ética no meio político. Vai fazer falta entre nós”, disse.

Depois de deixar o velório, Alckmin disse que Ricardo Izar era muito trabalhador, veterano na política e teve papel importante na presidência do Conselho de Ética da Câmara, conduzindo o processo que recomendou a cassação de 12 deputados por quebra de decoro parlamentar, no caso que ficou conhecido como o escândalo do mensalão.

O senador Romeu Tuma (PTB-SP), que também compareceu ao velório, disse que ficou surpreso com a morte repentina de Izar. Além de citar o bom trabalho que ele fez na política, Tuma frisou: “O stress permanente e as convulsões políticas e administrativas na Câmara e no Senado vão destruindo a pessoa aos poucos, não há quem agüente.”

Problemas cardíacos

Presidente do Conselho de Ética da Câmara, o deputado estava internado desde o último dia 28, a fim de se submeter a uma cirurgia cardíaca emergencial, devido ao rompimento de um aneurisma da artéria aorta. Izar morreu no Hospital do Coração, em São Paulo, devido a complicações após a operação.

O parlamentar cumpria o sexto mandato. O suplente de Izar é o deputado Jefferson Alves Campos, também membro do PTB.

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