Depoimento de Dirceu foi patética guerra de insultos, diz 'Clarín' - WSCOM

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Brasil & Mundo

03/08/2005


Depoimento de Dirceu foi patética

O depoimento de José Dirceu nesta terça-feira ao Conselho de Ética da Câmara, em que respondeu a acusações sobre o “mensalão”, é destaque na edição desta quarta-feira do jornal Clarín, da Argentina. “Dirceu defendeu Lula energicamente: ‘não rouba, nem deixa roubar'”, diz um artigo no jornal. Em um editorial, o Clarín também afirma que o depoimento foi uma patética guerra de insultos.

“Foi um novo capítulo deste imbróglio de denúncias sem provas, acusações cruzadas e versões desmentidas ao toque de sua publicação que invade o país e que a imprensa multiplica com escassa responsabilidade”, descreveu o Clarín.

O jornal diz ainda que, com toda esta discussão, temas vitais como as políticas salariais do PT ou o aumento dos casos de falência entre pequenos e médios agricultores e empresários ficam fora da pauta.

Grande audiência

Também na Argentina, o jornal Página 12 afirma que o depoimento foi, provavelmente, um dos programas de maior audiência na TV.

Mas o jornal afirma que, em sua estratégia de defesa, Dirceu pode complicar a vida de Lula por ter declarado que tudo o que fez como ministro foi com o conhecimento do presidente.

“Esta tese poderia complicar a situação de Lula se, com o correr das investigações, for demonstrado que Dirceu teve alguma responsabilidade na compra de deputados, prática que já foi popularizada como mensalão.”

O Página 12 descreveu o enfrentamento entre José Dirceu e ex-presidente do PTB, o deputado Roberto Jefferson, como o “duelo mais aguardado do ano”.

Terror

Na Grã-Bretanha, o jornal The Independent critica, em editorial, a política de revistar passageiros nas estações do metrô.

Segundo o Independent, apesar de o governo negar que a política vai ser direcionada a jovens de origem asiática ou muçulmana, “a polícia não vai, necessariamente, ter informações para guiá-la, e é ingênuo imaginar que, se as decisões forem deixadas a cargo da polícia, ela não vai focar as revistas mais em jovens de aparência asiática, africana do que em mulheres brancas de meia-idade. É desonesto não admitir isso”, diz o Independent.

O jornal afirma que é preciso aumentar a segurança e isso vai, sem dúvidas, envolver revistas em metrôs, mas é preciso pensar como essas revistas vão ser feitas.

“Em última instância, nossa luta contra o terrorismo depende, em parte, da vontade das minorias de cooperar com a polícia. Táticas policiais duras que arrisquem demonizar e alienar certos grupos são perigosas e contra-producentes. Provavelmente há a necessidade temporária de revistas, mas ela deve ser tratada com extrema cautela.”

Acidente

O acidente com o avião da Air France, que pegou fogo ao pousar no aeroporto internacional de Toronto, no Canadá, foi destaque no jornal canadense Toronto Star.

Uma reportagem traz o relato dos passageiros descrevendo o pouso, a sensação de que tudo estava bem e, em seguida, o caos do incêndio.

Segundo o Toronto Star, na hora do pouso todas as luzes da cabine se apagaram e, pouco depois, os passageiros viram as chamas.

Muitos deles entraram em pânico, achando que iam morrer, mas todos conseguiram escapar pelas saídas de segurança. Os passageiros disseram que a operação foi um caos.

Suicídio coletivo

Em Israel, o diário Haaretz traz a notícia de que um grupo de colonos judeus adolescentes planeja um suicídio coletivo se forem forçados a se retirar dos assentamentos na Faixa de Gaza.

Segundo o Haaretz, os adolescentes surfistas de Gush Katif – o maior assentamento da região – planejam levar suas pranchas ao fundo do mar no dia da retirada e se afogar.

As forças de segurança e a administração do assentamento confirmaram os planos, mas disseram não ter certeza de quão sérios são os jovens. Mesmo assim, eles pretendem dissuadir o grupo.

“Alguns membros do grupo tiveram experiências de luto em primeira mão, quando parentes próximos ou amigos foram mortos em atentados. Outros cresceram em famílias cujos pais já ameaçaram se suicidar por conta da retirada”, diz o jornal.

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