Depoimento da CPI do Mensalão frustra expectativas - WSCOM

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Brasil & Mundo

25/10/2005


Depoimento da CPI do Mensalão

Acabou sem qualquer novidade o primeiro depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Mensalão sobre a suposta compra de votos para aprovar a emenda da reeleição, em 1997, ainda durante o governo Fernando Henrique Cardoso. O ex-deputado Osmir Lima, acusado na época de ter recebido dinheiro em troca do seu voto à favor da emenda, continuou negando a existência do esquema. A sessão serviu, basicamente, para que os deputados relembrassem as denúncias feitas na época.

Lima, então deputado pelo PMDB do Acre, foi um dos citados pelo deputado Ronivon Santiago em uma ligação telefônica obtida na época pelo jornal Folha de São Paulo. Ronivon dizia que cinco deputados do Acre iriam receber R$ 200 mil cada para votar a favor da reeleição. Foi criada uma comissão de sindicância e Lima foi inocentado por falta de provas.

“Eu não sei porque ele (Ronivon) disse que eu teria recebido dinheiro. Eu perguntei e ele me disse que era uma brincadeira. Eu ia interpelá-lo judicialmente, mas depois ele negou tudo na comissão de sindicância”, contou Lima. Apesar das esforçadas tentativas de alguns deputados petistas, como Eduardo Valverde e Luís Couto, Lima não acrescentou nada ao que se sabia já na época sobre a história.

Ao ser perguntado sobre o que esperava do depoimento, o relator da CPI, Ibrahim Abi-Ackel, disse que não sabia. “Quem deve saber é o presidente do Congresso, que criou uma CPI para investigar os dois assuntos”, afirmou.

O outro depoente do dia, o também ex-deputado Chicão Brígido, não compareceu. Brígido, que é outro dos citados por Ronivon, foi convencido por seu advogado a não aparecer enquanto Ronivon não depuser, mas está sendo considerado foragido pela CPI.

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