Delúbio depõe nesta quinta-feira na CPI do Mensalão - WSCOM

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Economia & Negócios

18/08/2005


Delúbio depõe nesta quinta-feira na

O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares deve depor nesta quinta-feira na CPI do Mensalão. O depoimento de Delúbio estava marcado para esta quarta-feira, mas ele alegando indisposição física e conseguiu adiar a fala a deputados e senadores.

Delúbio é acusado de ser um dos operadores do suposto esquema de pagamento de mesadas a deputados da base aliada. Ele teria usado a influência do empresário Marcos Valério de Souza para tomar empréstimos bancários para quitar dívidas eleitorais do PT e de partidos da base aliada, através de recursos não-declarados à Justiça.

Delúbio ainda é acusado pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) de utilizar os recursos que saiam das contas das agência de Valério para pagar mesada a deputados da base aliada para votarem a favor do congres

Delúbio depôs nesta terça-feira no Conselho de Ética do PT durante longas quatro horas. Aos companheiros de partido, Delúbio repetiu a mesma versão apresentada na CPI dos Correios. Ele adimitiu a existência de um caixa dois no PT para pagar dívida de campanha do partido, mas negou que opere um esquema de compra de votos de deputados.

No primeiro depoimento, Delúbio se negou a dar informações sobre como foi o acordo com o publicitário Marcos Valério, que fez empréstimos ao PT, e de como pagaria a dívida. Ele também não revelou a lista das pessoas autorizadas a fazer saques.

Durante o depoimento, Delúbio reafirmou à CPI a existência de caixa dois (paralelo) dentro do partido e negou a prática do pagamento de mesadas do PT a aliados no Congresso.

Delúbio disse ainda que os empréstimos feitos por Marcos Valério no Banco Rural e no BMG repassados ao PT foram necessárioas para saldar dívidas eleitorais do PT.

Ele confirmou que os valores dos empréstimos de Valério chegam a R$ 39 milhões. Delúbio disse também que o PT não pagou nada a Valério até agora. E evitou falar se alguém mais, além dele, sabe do esquema com o empresário.

O ex-tesoureiro petista refutou também qualquer ligação com o esquema de “mensalão”. “Não tem pagamento de mesadas do PT a parlamentares de nenhum partido”, disse. “Não tem compra de voto. Cada parlamentar deve exercer seu mandato conforme sua consciência”.

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