Delegados pedem preventiva de major da PM responsabilizado por assassinato de mo - WSCOM

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Policial

01/08/2005


Delegados pedem preventiva de major

Os delegados Alexandre Rosal e Gilson Fernandes concluíram os inquéritos policiais que apuraram, respectivamente, o assalto à perua Van, que culminou com o assassinato do motorista Rinaldo Horonato Rodrigues Júnior e o linchamento e morte do preso Luiz Carlos Pereira da Silva, na cidade de Alhandra.

O inquérito sobre o assalto foi entregue pelo delegado Alexandre Rosal, no Fórum da Comarca de Alhandra, no dia 19 do mês passado. No documento, ele solicita a prisão preventiva do major Aurélio Aires do Nascimento, da Polícia Militar, como principal responsável pela morte do motorista Rinaldo Honorato, sendo incurso no artigo 121.

O secretário Harrison Targino disse que todo o trabalho dos policiais foi feito em absoluto sigilo para não atrapalhar as investigações e mostra a imparcialidade na avaliação e solução do fato. “Oferecemos todas as condições para que os delegados trabalhassem sem qualquer tipo de interferência”, lembrou Targino.

A solicitação da prisão preventiva está em poder do juiz da Comarca de Alhandra, Elder Ronald Rocha de Almeida. O major Aires se encontra afastado das funções por determinação do comando geral da PM.

Enquanto isso, o delegado Gilson Fernandes, que presidiu a invasão da Cadeia Pública de Alhandra e o linchamento do preso Luiz Carlos Pereira da Silva entrega, nesta terça-feira, o inquérito policial no Fórum de Alhandra. Além do major Aires ele indiciou mais 11 pessoas como responsáveis pelo linchamento.

Foram indiciados o major Aires, o ex-vereador de Alhandra Jeremias Antônio da Silva, Taciana Galdino Fragoso, Civanildo do Vale Silva (Neguinho de Sinval), Valmir Severiano de Barros (Mica), Givanildo da Silva (Neguinho), Márcio José Lima da Silva (Marcelo), Josinaldo Ribeiro da Silva (Nal), José Flávio Alexandre de Lima (Osada), Joseilton Francisco da Silva (Fubamba) e Wellington Galdino da Silva (Tozinho), além de um menor de 17 anos.

O delegado Gilson Fernandes indiciou o major Aires e os demais acusados como incursos nos artigos 353 – arrebatamento de preso e 121 – homicídio qualificado, todos do Código Penal Brasileiro. Gilson afirmou que está solicitando, também a prisão preventiva de todos os acusados, inclusive do major.

Inquéritos policiais

O delegado Alexandre Rosal, que presidiu o inquérito sobre o assalto, seguido de morte, em seu relatório encaminhado a Justiça afirma que todas as pessoas ouvidas foram unânimes em declarar que teria sido o major Aires o autor do disparo que matou o motorista Rinaldo Honorato.

O fato aconteceu na tarde do dia 29 de junho quando a Van fazia transporte alternativo de passageiros no sentido João Pessoa/Alhandra, com nove passageiros, foi assaltada por Luiz Carlos e José Maria da Silva Filho (que ainda está foragido) e com prisão preventiva solicitada.

A morte de Rinaldo Honorato aconteceu na BR-101, após a Van ter passado em alta velocidade pelo posto da PRF. Alguns quilômetros adiante, outra barreira policial já aguardava o veículo, tendo o major Aires ficado na pista e efetuado um único disparo que atingido Honorato.

A arma utilizada pelo major foi um revólver calibre 38. O projétil traspassou o pára-brisa do veículo e em seguida atingiu Rinaldo Honorato. Durante a perícia, foi realizado exame de residuograma nas mãos do assaltante Luiz Carlos, não tendo sido nada comprovado.

Já o delegado Gilson Fernandes identificou os acusados pela invasão da cadeia e linchamento seguido de morte do preso Luiz Carlos, através de fotos e imagens, como também por informações das pessoas ouvidas.

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