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Policial

04/04/2019


Delegado pede desculpas por ‘linguagem rasa’ em postagem ofensiva contra as mulheres na internet

(Reprodução Instagram)

O delegado Francisco Azevedo, afastado da titularidade da 9ª Delegacia Distrital de Mangabeira, publicou em seu perfil no Instagram mídias sociais, mensagem com pedido de desculpas por texto ofensivo contra as mulheres petistas, publicado no dia 15 de fevereiro em seu perfil no Facebook, mas que repercutiu no dia de ontem (3).    

Na publicação, o delegado postou a foto de uma pintura com uma mulher empunhando a bandeira da Revolução Francesa em uma mão e uma baioneta na outra. Na mensagem, ele tenta justificar que a primeira postagem no Facebook se trata de “uma crônica sob licença poética”, e que se baseou em sua “história de luta no movimento estudantil e no PT nos anos 90”.

“Escrevi uma crônica sob licença poética, o que não tem compromisso com a verdade, apesar de me basear na minha história de luta no movimento estudantil e no PT dos anos 90. Se as companheiras se sentiram ofendidas, DESCULPEM-ME pela minha linguagem rasa. O que ainda nos une é a liberdade”, postou o delegado.

Diferentemente da primeira postagem no Facebook, que era aberta a todos os usuários, mas que foi apagada após a repercussão negativa, a retratação é restrita aos seguidores do delegado Francisco Azevedo.



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EXONERAÇÃO E ALVO DA CORREGEDORIA

A polêmica postagem do delegado Francisco Azevedo virou alvo de denúncia na Corregedoria da Polícia Civil. A Delegacia-Geral de Polícia Civil também o exonerou de função gratificada que exercia no comando da 9ª Delegacia Distrital, em Mangabeira.

O secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, Jean Francisco Nunes, que é delegado de carreira da Polícia Civil considerou a atitude do policial como “reprovável”, sem qualquer apoio por parte da Polícia Civil ou do órgão.

Na postagem, o delegado Francisco Azevedo conta passagem como militante do PT na década de 90. Ele relata que manteve relações sexuais com colegas de partido e denigre a imagem da mulher. “Mulher petista é rapariga, safada, rodada, gostosa de transar e fácil de apaixonar”, diz trecho do texto.

O delegado ainda relata que o único que crime que ele e os demais cometeram durante a passagem pelo PT foi “fumar maconha”. O policial ainda ironiza as lideranças partidárias da época. “Tinha até líder das bichas, mas surpreendentemente não havia líder das raparigas! Era estranho, pois nunca vi tanta rapariga junta num só lugar”, escreveu.


Por Redação
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