Defesa de pai e madrasta pede habeas corpus - WSCOM

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Brasil & Mundo

09/05/2008


Defesa de pai e madrasta

Os advogados do pai e da madrasta de Isabella protocolaram, por volta das 18h50 desta sexta-feira (9), o pedido de habeas corpus do casal no Fórum João Mendes, no Centro de São Paulo.

Na saída do escritório, o advogado Marco Polo Levorin, principal advogado da defesa, disse que será pedida a anulação do despacho. Segundo ele, os mesmos motivos que não existiam para pedir a prisão temporária ainda valem para a prisão preventiva.

O pedido de habeas corpus redigido pela defesa do casal tem mais de cem páginas, segundo a advogada Patrícia Levorin, que trabalha no escritório que representa os acusados.

Prisão – Alexandre e Anna Carolina estão presos desde quarta-feira (7): ele no 13º Distrito Policial, na Casa Verde, na Zona Norte da capital paulista, e ela na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, a 138 km de São Paulo.

O tributarista Antonio Nardoni, pai de Alexandre, afirmou nesta sexta-feira (9) que acredita na revogação da prisão do filho e de Anna Carolina Jatobá. O avô paterno de Isabella não adiantou quais os argumentos a serem usados pela defesa. “Temos certeza da revogação da prisão”, disse ele, após visitar Alexandre Nardoni na carceragem do 13º Distrito Policial.

Antonio Nardoni voltou a sugerir que o juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri, tenha tomado uma “decisão emocional” ao mandar prender o casal. “Talvez ele tenha levado mais para o lado emotivo, deixando o lado técnico”, disse ele. Após visitar o filho na delegacia no início da tarde, o tributarista seguiu para o escritório dos advogados.

Visita – O pai e a irmã de Alexandre Nardoni, Cristiane Nardoni, chegaram por volta das 13h10 desta sexta-feira para fazer a primeira visita ao detento. Alexandre passou sua segunda noite preso no 13º DP, dividindo uma cela com outros sete presos, mas foi levado para uma cela individual após a pressão dos companheiros de cela.

Na sexta-feira, dia de visita de familiares no 13º DP, os visitantes podem chegar entre 10h e 13h. Eles são autorizados a ficar dentro da delegacia até as 14h. Apesar de ter se apresentado cerca de 10 minutos após o horário estabelecido para a entrada das visitas, Antônio Nardoni visitou o filho.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a entrada de Antônio Nardoni foi excepcionalmente permitida pois o horário de visita começou com meia hora de atraso nesta sexta.

Dois visitantes podem entrar por vez para cada preso. Segundo os policiais, a prioridade é dos familiares. Nas sexta-feiras, é permitido que os advogados entrem em contato com seu cliente depois das 14h. Em dias normais, os defensores podem visitar Alexandre a qualquer hora do dia.

Na tarde de quinta-feira (8), ele tomou banho de sol junto com outros presos. Alexandre chegou até mesmo a encontrar na delegacia um preso que conheceu quando ficou detido pela primeira vez, durante a prisão temporária no 77º Distrito Policial, na delegacia de Santa Cecília.

Transferência – No começo da madrugada desta sexta-feira (9), a madrasta de Isabella Nardoni, Anna Carolina Jatobá, chegou a sua terceira carceragem desde que foi levada para cumprir a prisão preventiva decretada pela Justiça. Ameaças das detentas do presídio onde ela estava em São Paulo motivaram a transferência.

Por volta das 20h de quinta, dois carros com vidros escuros foram usados para fazer a transferência de Anna Carolina para a Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, a 138 km de São Paulo. A unidade fica próxima à região central da cidade e tem capacidade para 180 detentas. O local abriga 140 presas já condenadas e outras que ainda aguardam julgamento. Suzane von Richthofen cumpre pena no mesmo presídio.

No primeiro dia de Anna Carolina na carceragem, as detentas da penitenciária na Zona Norte de São Paulo mostraram sinais de irritação com a presença da acusada de homicídio triplamente qualificado. Elas escreveram na quadra da cadeia um recado para Isabella Nardoni em que faziam referência a madrasta. “Homenagem Isabella, presente Dia das Mães. Assassina maldita”, dizia o recado deixado pelas presas no chão.

Anna Carolina esteve em uma cela de quatro metros de largura por cinco metros de comprimento. O local tem duas camas de cimento, um vaso sanitário e um chuveiro. Ela recebeu um colchonete e passou a usar uniforme, calça cáqui e camiseta branca, durante o período que passou no presídio da capital paulista.

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