Curadoria se reúne com estudantes nesta 2ª e pede que manifestações sejam inform - WSCOM

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Paraíba

30/10/2005


Curadoria se reúne com estudantes

O Ministério Público Estadual, através da Curadoria do Cidadão se reúne nesta segunda-feira com 13 entidades estudantis, secundaristas e universitárias de João Pessoa, bem como os representantes da Polícia Militar e de outros órgãos de segurança. Segundo o curador Valberto Cosme Lira, a audiência, que tem início às 15h, terá como objetivo solicitar aos organizadores do Comitê de Luta Estudantil que toda e qualquer manifestação seja informada, com antecedência, às autoridades competentes.

A audiência é conseqüência das ações que aconteceram na terça-feira da semana passada, quando estudantes secundaristas e universitários, em protesto ao aumento da passagem no transporte coletivo de João Pessoa, depredaram banheiros e portas de vidros da STTrans, atiraram tomates e bananas contra o prédio do Paço Municipal e obstaculizaram vias de grande trânsito da Capital, a exemplo da avenida Epitácio Pessoa e do anel viário interno do Parque Solon de Lucena.

De acordo com o curador do Cidadão, a audiência tem o propósito de abrir um diálogo junto às entidades estudantis, para que os atos de vandalismo não se repitam e o movimento estudantil não caia no descrédito da população. Valberto Lira fez questão de ressaltar que “manifestações são próprias do ambiente democrático, mas desde que realizadas dentro da ordem e respeitando o direito de ir e vir das demais pessoas”, disse.

Para o diretor-executivo da Associação das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos (AETC-JP), Mário Tourinho, a proposta da Curadoria do Cidadão é valida e pode evitar que mais manifestações violentas ocorram na cidade. “A manifestação é um direito legítimo, pois faz parte do regime democrático. Contudo, não podemos concordar que esse mesmo direito se transforme em baderna e depredação de patrimônio público ou privado em qualquer situação, por isso a tentativa de acalmar os ânimos e mostrar ao envolvidos no protesto que a forma como eles agiram não é a correta, tem o aval não só das empresas de ônibus, mas de toda a sociedade”, avaliou.

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