CRM-PB envia reprentação ao MPF contra abertura de cursos de Medicina - WSCOM

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Paraíba

25/07/2007


CRM-PB envia reprentação ao MPF

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba enviou uma representação ao Ministério Público Federal, na segunda-feira 23 de julho, solicitando que sejam tomadas as medidas administrativas ou judiciais cabíveis, no sentido de vedar a abertura indiscriminada de cursos de Medicina no Estado. Atualmente, a Paraíba conta com cinco cursos de Medicina, sendo dois públicos e três privados. Mas ainda este ano, serão abertos mais dois cursos. Segundo o presidente do CRM/PB, Dalvélio Madruga, a Paraíba é o estado nordestino com mais número de faculdades de Medicina.

“A nossa preocupação é com a formação desses médicos, com a qualidade dessas escolas e com o futuro da Medicina. Estamos tomando as providências agora para um problema que poderá se refletir apenas daqui há alguns anos”, ressaltou Dalvélio Madruga. Segundo ele, em São Paulo, por exemplo, essa abertura indiscriminada de cursos já está se refletindo agora. “São Paulo é o estado com as melhores e as piores escolas de Medicina. Lá vem crescendo o número de denúncias contra médicos”, completou.

O CRM/PB defende que as novas vagas em cursos de Medicina devem estar em consenso com a boa formação, qualidade do futuro médico, estrutura da escola, hospital próprio ou conveniado, necessidade social, responsabilidade, compromisso e adequação à realidade do país. “Os novos cursos devem estar atrelados proporcionalmente ao número de vagas na residência médica, pois Medicina é uma profissão que exige que seu currículo seja essencialmente prático”, afirma o presidente do CRM/PB.

Além disso, Dalvélio Madruga ressalta que para a abertura de um curso de Medicina é imprescindível um hospital de ensino adequado para dar suporte ao aprendizado, fornecendo vivência hospitalar para que o aluno tenha os conhecimentos necessários para exercer a profissão. “Na Paraíba, os hospitais utilizados pelos estudantes não são próprios e os conveniados, em sua maioria, não têm condições de funcionamento”, completa.

Segundo Dalvélio Madruga, essa abertura indiscriminada de cursos de Medicina vem acontecendo em todo o Brasil. “A abertura de faculdades de Medicina no Brasil contraria a tendência mundial que é melhorar e garantir a qualificação dos médicos formados e não aumentar seu número”, diz. Atualmente, no Brasil há mais de 167 escolas de Medicina, perdendo apenas para a Índia, onde há 202 escolas.

A representação enviada pelo CRM/PB ao Ministério Público Federal, também foi encaminhada ao Conselho Estadual de Educação, à Secretaria de Ensino Superior (Sesu) do Ministério da Educação e à Comissão de Ensino Médico do Conselho Federal de Medicina. “Queremos fazer um alerta a todas as autoridades competentes”, completou.O Conselho Regional de Medicina da Paraíba enviou uma representação ao Ministério Público Federal, na segunda-feira 23 de julho, solicitando que sejam tomadas as medidas administrativas ou judiciais cabíveis, no sentido de vedar a abertura indiscriminada de cursos de Medicina no Estado. Atualmente, a Paraíba conta com cinco cursos de Medicina, sendo dois públicos e três privados. Mas ainda este ano, serão abertos mais dois cursos. Segundo o presidente do CRM/PB, Dalvélio Madruga, a Paraíba é o estado nordestino com mais número de faculdades de Medicina.

“A nossa preocupação é com a formação desses médicos, com a qualidade dessas escolas e com o futuro da Medicina. Estamos tomando as providências agora para um problema que poderá se refletir apenas daqui há alguns anos”, ressaltou Dalvélio Madruga. Segundo ele, em São Paulo, por exemplo, essa abertura indiscriminada de cursos já está se refletindo agora. “São Paulo é o estado com as melhores e as piores escolas de Medicina. Lá vem crescendo o número de denúncias contra médicos”, completou.

O CRM/PB defende que as novas vagas em cursos de Medicina devem estar em consenso com a boa formação, qualidade do futuro médico, estrutura da escola, hospital próprio ou conveniado, necessidade social, responsabilidade, compromisso e adequação à realidade do país. “Os novos cursos devem estar atrelados proporcionalmente ao número de vagas na residência médica, pois Medicina é uma profissão que exige que seu currículo seja essencialmente prático”, afirma o presidente do CRM/PB.

Além disso, Dalvélio Madruga ressalta que para a abertura de um curso de Medicina é imprescindível um hospital de ensino adequado para dar suporte ao aprendizado, fornecendo vivência hospitalar para que o aluno tenha os conhecimentos necessários para exercer a profissão. “Na Paraíba, os hospitais utilizados pelos estudantes não são próprios e os conveniados, em sua maioria, não têm condições de funcionamento”, completa.

Segundo Dalvélio Madruga, essa abertura indiscriminada de cursos de Medicina vem acontecendo em todo o Brasil. “A abertura de faculdades de Medicina no Brasil contraria a tendência mundial que é melhorar e garantir a qualificação dos médicos formados e não aumentar seu número”, diz. Atualmente, no Brasil há mais de 167 escolas de Medicina, perdendo apenas para a Índia, onde há 202 escolas.

A representação enviada pelo CRM/PB ao Ministério Público Federal, também foi encaminhada ao Conselho Estadual de Educação, à Secretaria de Ensino Superior (Sesu) do Ministério da Educação e à Comissão de Ensino Médico do Conselho Federal de Medicina. “Queremos fazer um alerta a todas as autoridades competentes”, completou.

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