Criticado, Brasil do superataque já lembra rótulo de 1994 - WSCOM

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18/06/2006


Criticado, Brasil do superataque já

A proposta de jogo que viria a ser a “reabilitação” de Carlos Alberto Parreira na seleção brasileira já tem suas vocações artísticas colocadas em xeque pelos seus próprios protagonistas.

Taxado de pragmático e defensivo em 1994, o técnico surpreendeu quando montou um time altamente ofensivo e que conquistou em 2005 a Copa das Confederações e o primeiro lugar nas eliminatórias sul-americanas.

Na Alemanha, porém, o Brasil apresentou um futebol apático na estréia contra a Croácia – vitória apertada por 1 a 0 – e as justificativas do treinador e jogadores já lembram o discurso apresentado nos Estados Unidos.

“Não estou preocupado com exibição de gala. O importante é ganhar os jogos”, disse Parreira. “A tendência é que a seleção cresça durante a competição”, continuou o técnico, amparado por zagueiros e atacantes.

Cafu, que completa neste domingo o seu 18º jogo em Mundiais e iguala as marcas de Taffarel e Dunga, ressalta que, na Copa, a história é diferente.

“Está na hora de o Brasil conseguir mais um resultado positivo. Se vier com espetáculo, melhor para todo mundo”, disse o capitão sobre o jogo contra a Austrália. “Às vezes, quando o espetáculo não chega, você corre atrás dos três pontos”, emendou.

Artilheiro da Inter de Milão e destaque brasileiro nas últimas conquistas, Adriano parece ter deixado de lado a empolgação pelo esquema que permitiu sua entrada no time titular. “Temos que pensar primeiro em ganhar, sabemos da responsabilidade. A seleção vai mostrar o seu valor na hora que precisar”, enfatizou.

Há 12 anos, Parreira montou uma equipe compacta e preocupada com a defesa. Meia ofensivo, Raí deu lugar ao volante Mazinho ao término da primeira fase.

Às vezes, quando o espetáculo não chega, você corre atrás dos três pontos

Cafu, integrante do time pragmático de 1994 e capitão em 2006Junto de Dunga e Mauro Silva, o então jogador do Palmeiras formou uma barreira que protegia os zagueiros Aldair e Márcio Santos, além do goleiro Taffarel. Em sete jogos, o Brasil sofreu apenas três gols e marcou sete.

Em comum com 1994, Parreira admite apenas a pressão pelo título. “Naquela época precisávamos ganhar, agora temos que manter o alto nível. Somos os atuais campeões e todos esperam muito do Brasil. É compreensível”, analisou o treinador.

Para Parreira, a forte marcação dos adversários tem impedido que Ronaldos, Kaká e Robinho, este ainda no banco, repitam o que têm mostrado apenas nos treinos e amistosos. “Poucas equipes ousarão enfrentar o Brasil de peito aberto. Por isso temos espaços reduzidos, com oito ou nove jogadores bloqueando”, afirmou.