Criminalidade obriga postos a reduzir horário de atendimento na Grande João Pess - WSCOM

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Policial

06/06/2006


Criminalidade obriga postos a reduzir

O aumento nos índices de assaltos ocorridos na Grande João Pessoa fez com que os postos de combustíveis que atendem 24 horas por dia reduzissem seu horário de funcionamento. A mesma estratégia foi adotada por alguns postos que funcionavam até meia-noite. Com medo da criminalidade, a maioria dos estabelecimentos está aberta ao público no horário mínimo permitido: das 6h às 22h.

Os assaltos relâmpagos vêm acontecendo geralmente por meio de criminosos que chegam de motocicleta e à mão armada, levam tudo que encontram e ainda fazem frentistas de reféns. Para garantir um pouco de segurança aos estabelecimentos e aos funcionários, além do cuidado com os horários, muitos proprietários estão investindo em equipamentos de vigilância eletrônica ou na contratação de seguranças particulares.

“Mesmo assim, a intranqüilidade para os funcionários, empresários e clientes é muito grande, pois os assaltantes tornam-se cada dia mais audaciosos”, afirmou Sérgio Tadeu, presidente da Associação de Postos Revendedores de Combustíveis da Paraíba – Aspetro/PB. Ele disse, ainda, que a maioria dos postos da grande João Pessoa já foi assaltada e alguns deles mais de uma vez.

Sérgio acrescenta que a ação preventiva da Polícia Militar, efetuando blitzen e policiamento estratégico, mesmo tendo conseguido desarticular diversos grupos de assaltantes, ainda assim a capital paraibana continua sendo alvo de ataque de bandidos, e os postos são os alvos preferidos dos assaltos relâmpagos.

“Realmente, fica complicado para os postos que não têm uma segurança extra, humana e eletrônica, funcionar com tranqüilidade”, disse o empresário do posto Big Tambaú, Paulo Rocha. Ele, inclusive, teve que fechar um outro estabelecimento seu, o posto Big Bessa, pois não tinha como manter custos extras com segurança e mesmo assim ter seu posto assalto por diversas vezes. “O investimento em equipamentos de prevenção é muito caro e, apesar disso, não existe tranqüilidade, pois os assaltantes, na maior parte das vezes, chegam como clientes ou pedem para trocar dinheiro e fazem o assalto”, contou.

Outro empresário do ramo, Tadeu Matias, que também teve um dos seus estabelecimentos assaltados, o posto Liberdade, localizado no bairro de Água Fria, teve que incluir em suas despesas operacionais gastos extras com segurança. “Tivemos que contratar uma empresa de segurança e instalar equipamentos eletrônicos para preservar não só o patrimônio, mas os funcionários e clientes, mas ainda assim há sempre o receio da violência dos assaltos”, disse. Os postos de Tadeu só permanecem abertos até às 22 horas. O empresário destacou, ainda, que seus funcionários são orientados sobre como agir em casos de pessoas suspeitas circulando próximo ao local. “Chamar a polícia é uma das primeiras providências”, disse o empresário que preferiu não detalhar, por uma questão estratégica, as demais orientações.

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