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Economia & Negócios

27/04/2011


Cresce o mercado do reflorestamento

Brasil

Foto: autor desconhecido.

Uma fazenda no município de Cachoeira Paulista, leste de São Paulo, investiu no reflorestamento para proteção de ranchos d’água. Quarenta mil mudas de árvores nativas na Mata Atlântica estão sendo plantadas em 36 hectares.

Um projeto como esse tem custo alto. “Você deve calcular em torno de R$ 10 reais por muda com plantio e manutenção por dois anos. Multiplicando por 1600 plantas por hectare chegamos a um valor bastante alto de investimento”, revela Artêmio Arce, gerente técnico do Projeto Floresta Brasil.

Com o passar dos anos, as leis ambientais ficaram mais rigorosas com empresas e grandes obras. Hoje, é preciso plantar árvores para compensar perdas da natureza e evitar multas ambientais. Com isso, o reflorestamento virou um negócio.

O Ministério da Agricultura tem 4400 produtores de mudas cadastrados. Quase mil deles entraram no mercado no ano passado. Viveiristas reclamam dos lucros baixos e um dos motivos é a forte concorrência. Alguns têm que diversificar os negócios para manter os funcionários.

Para reduzir os custos com a mão de obra, o empresário Marcos Barbosa foi criativo. Ele colocou a produção dentro de uma penitenciária em Tremembé. Os presos trabalham para a empresa e ganham um salário e redução de pena. O viveiro economiza com os encargos trabalhistas e aproveita para investir na quantidade, um milhão e meio de mudas a perder de vista.

Cento e quatro espécies nativas da Mata Atlântica são comercializadas. Entre as mais conhecidas estão as embaúbas, a sangra d’água, o olho de boi, o boleiro e a juçara.

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