CPI dos Sanguessugas começa investigação e cria impasse com corregedoria - WSCOM

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Brasil & Mundo

28/06/2006


CPI dos Sanguessugas começa investigação

A CPI dos Sanguessugas deu largada à investigação sobre a participação de parlamentares no esquema que fraudou o Orçamento para a compra de ambulâncias superfaturadas aprovando 20 requerimentos e esquentando a polêmica com a Corregedoria da Câmara dos Deputados.

Leia abaixo o texto

A corregedoria iniciou uma investigação sobre a participação dos deputados com base numa lista de 62 nomes apresentada pela Polícia Federal e já colheu depoimentos do delegado da Polícia Federal Tardelli Boaventura, responsável pelo inquérito da máfia das ambulância, dos donos e sócios da Planam e da ex-servidora do Ministério da Saúde, Maria da Penha Lino. Além disso, ela possui diversos documentos sobre a investigação.

A dificuldade seria exatamente no repasse dessas informações à CPI. “Nós trabalhamos os problemas no dia a dia. Estamos preparados para tudo, para cada sabotagem que nos for apresentada”, afirmou o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ). Ele levou ao órgão de investigação da Câmara um pedido, assinado pelo presidente da Comissão, Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), para ter acesso às informações. Mas como Ciro Nogueira (PP-PI) não estava os documentos não foram repassados.

Na próxima semana, a CPI deve ouvir o delegado da Polícia Federal e o procurador da República no Mato Grosso, Mário Lúcio Avelar. Além deles, foram aprovados requerimentos pedindo a convocação e a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de de Maria da Penha e dos sócios da Planam.

A idéia da CPI é realizar em cerca de 10 dias um relatório parcial com as informações contidas no processo. “A partir de um relatório parcial, eu defendo que se conceda um prazo para os envolvidos apresentarem por escrito suas defesas. Qualquer tentativa de colher depoimento de 30, 40 deputados inviabilizará a nossa CPI”, afirmou Biscaia.

O Ministério Público abriu inquérito contra 15 parlamentares e deve pedir nova autorização ao Supremo Tribunal Federal contra pouco mais de 30 deputados. Biscaia e o relator Amir Lando (PMDB-RO) reúnem-se com o ministro Gilmar Mendes, relator do processo dos sanguessugas, para discutir o acesso do restante das informações.

“Ninguém sabe os limites sobre o sigilo dos documentos. Nós queremos saber isso. Há uma decisão do Supremo e vamos saber de que maneira o sigilo foi decretado”, afirmou o presidente da CPI.

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