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Política

08/03/2018


Couto repreende discriminação e exalta mulheres por seu dia

Em tom de esperança, o deputado paraibano disse que o pensamento machista implantados por uma parcela da sociedade masculina, não vai prevalecer

Foto: autor desconhecido.

A passagem do Dia Internacional da Mulher, comemorado neste 8 de março, foi objeto de um discurso feito pelo deputado federal Luiz Couto (PT-PB) nesta quarta-feira, 7. Ao mesmo tempo em que prestou uma homenagem a Maria Santíssima de Nazaré e à sua “mãe terrena” Dona Elisa Leopoldina de Albuquerque Couto, o parlamentar lembrou os índices altíssimos de crimes cometidos covardemente contra as mulheres. “Ainda vivenciamos discriminações contra as mulheres trabalhadoras do campo e da cidade, as domésticas, as garis, a agricultora, as policiais, as médicas, as engenheiras, as mulheres de todas as categorias profissionais”.

Em tom de esperança, o deputado paraibano disse que o pensamento machista implantados por uma parcela da sociedade masculina, não vai prevalecer. “Espero que se abram mais espaços na política para que as mulheres lutem por melhores dias. Nas Câmaras de Vereadores, nas Prefeituras, nas Assembleias Legislativas dos Estados, aqui no Congresso, na própria Presidência da República, como no Caso da Dilma Rousseff que venceu as eleições por duas vezes, eleições limpas, mas o machismo misturado com um ódio de classes fez com que fosse arrancada da Presidência da Republica. Precisamos analisar o golpe contra a presidente Dilma, também por esse lado”, declarou.

Relembrando ainda o Golpe de 2016, Couto explicou que a luta pelos direitos das mulheres sofreu retrocessos. “A mulher brasileira tem um histórico de conquistas, às vezes silenciosas, por meio de projetos de Lei que tramitam nesta Casa. Isso, vai nos permitir não só uma maior atenção do Poder Público, mas principalmente melhores condições para o enfrentamento e a adoção de medidas necessárias à superação da discriminação que a mulher ainda sofre na sociedade”.

Em relação à violência de gênero, Luiz Couto afirmou que entre janeiro de 2015 e maio de 2017, houve um aumento grande de estupros coletivos. “Na Paraíba tivemos 13 casos. Porém o Estado em que mais se verificou este tipo de crime foi São Paulo com 34 casos. Já nos crimes contra a honra a Paraíba registrou 21 casos e São Paulo com o maior numero de casos ficou com 340 casos de crimes contra a honra da Mulher brasileira. No quadro geral o Brasil registrou 1.000 casos de pornografia de vinganças noticiados, 500 casos de crimes contra honra na internet e 127 suicídios de mulheres e meninas ocasionados pela divulgação de imagens intimas. Um absurdo!”.

Para Couto, é preciso que tanto o Senado como a Câmara Federal invistam mais no debate, durante todo o ano de 2018, nas questões políticas ligadas ao gênero. “Foram nestas Casas legislativas que passaram diversos projetos que já viraram Leis e uma dela foi a Lei do feminicidio que é o crime praticado contra a mulher, por esta pertencer ao gênero feminino. Cada vez mais, esse termo ganha destaque no cenário nacional e, inclusive, poderá ser tipificado em breve”.

Finalmente, o parlamentar lembrou das mulheres agricultoras assentadas, a mulher indígena, as guerreiras da seca do Nordeste paraibano e as mulheres negras que sofrem com o preconceito: “Quero direcionar minha homenagem a todas elas e lembrar essa realidade que não deixam dúvidas de que a luta por melhores salários, por espaços importantes na sociedade, a favor de creches e contra a violência, entre tantas outras, passam necessariamente pela luta contra as desigualdades. Por isso, na data em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher precisamos refletir sobre o nosso papel na luta mais ampla por uma sociedade justa”.

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