Couto diz que ‘golpe’ começou em 2005 e revela medo de monitoramento virtual - WSCOM

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Política

25/07/2016


Couto teme monitoramento virtual do PT

'GOLPE'

Foto: autor desconhecido.

O deputado federal paraibano Luiz Couto (PT) abordou o atual momento político brasileiro e afirmou que o ‘golpe’ contra o Partido dos Trabalhadores (PT) começou a ser armado em 2005. Segundo ele, na época foi posta em prática uma tentativa de retirar Luiz Inácio Lula da Silva (PT), então presidente da República, do poder. "Eles tentaram desde aquele momento e foram procurando um momento para executar a democracia", explicou. A declaração ocorreu durante o debate “Direitos Humanos e Democracia”, realizado no Centro de Artes de Comunicação (CAC) da Universidade Federal de Pernambuco.

Couto ainda destacou que ‘as elites brasileiras’ enxergaram nos protestos de junho de 2013, quando o povo foi às ruas com uma série de reivindicações, uma oportunidade para começar a tomar o poder. "Muitos militares que estavam na Maçonaria participaram deste processo todo, de golpe, de traição. É importante perceber que não basta apenas dizer Fora Temer, mas também fazer uma autocrítica dos erros que o PT cometeu", afirmou o deputado paraibano.

Em sua fala, Couto defendeu que o retorno da presidenta Dilma Rousseff (PT) seja marcado por ideias novas: "Deve ser um governo novo. Eu sempre chamava a atenção dos companheiros e tentaram até me expulsar do PT porque eu me insurgi contra o PMDB, que é um partido golpista e a prova está aí. Mais do que um golpe, o que está em curso é um retrocesso, a destruição de políticas públicas".

Como forma de conter o avanço do Golpe, Couto disse que é preciso que o povo ocupe as ruas do Brasil e se manifeste contra a perda de direitos que está sendo planejada e, em alguns pontos, já executada pelo presidente interino Michel Temer (PMDB): "Quando eles perceberam que houve uma retração do povo nas ruas, aí começaram a jogar pesado, começaram a tirar direitos e agora colocaram o gabinete que cuida da Inteligência e Segurança para monitorar das organizações sociais.

“Não pensem que não estamos sendo monitorados no nosso WhatsApp, nosso email, nossos telefones. É uma turma da pesada e nós precisamos ocupar as ruas. Não dá para ficar esperando a decisão do Senado. Precisamos mostrar que o golpe é contra a democracia e a participação popular, senão ficaremos refém dessa situação toda", resumiu Couto.

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