Couto cita barreiras no Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência - WSCOM

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Política

22/09/2017


Couto cita pouca inclusão a deficientes

'MUITAS BARREIRAS'

Foto: autor desconhecido.

O deputado federal Luiz Couto lembrou em pronunciamento no plenário da Câmara que esta quinta-feira, 21 de setembro, Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, lança luzes sobre um assunto de relevância indiscutível, pois diz respeito à dura realidade de milhões de cidadãos e cidadãs com deficiências dos mais diversos tipos.

"Apesar das inovações asseguradas no texto constitucional e na legislação, as pessoas com deficiência, bem como seus núcleos familiares, ainda se deparam com barreiras de toda ordem, obstáculos que impedem a melhoria na qualidade de vida; o acesso a educação, lazer e trabalho; a assistência à saúde nos variados níveis e campos requeridos", disse Couto.

Conforme dados apresentados no Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, o Brasil conta 24,5 milhões de pessoas com deficiência, sendo que mais de 11 milhões são homens e mais de 13 milhões são mulheres.

E embora mais da metade do total se encontre em idade escolar, apenas 13% estão matriculados. Quanto ao quesito trabalho, dos 9 milhões contados na faixa etária adequada, somente 11% desempenham alguma atividade remunerada.

"O discurso de inclusão que tem ocupado o cenário e a agenda nacionais é relativamente recente se considerarmos que não nos referimos a estatísticas, mas a pessoas. Muitas vezes, os impedimentos se mostram explícitos, como edificações sem previsão de acessibilidade, veículos de transporte despreparados para receber cadeiras de rodas, muletas ou qualquer outro acessório que viabilize a locomoção. Outras vezes, os impedimentos se disfarçam, por exemplo, na indiferença da sociedade e dos governos, no desrespeito as normas e previsões legais, na equivocada expectativa de igualdade entre os desiguais", explicou Couto.

Para o deputado, é mais do que urgente a elaboração de políticas públicas que não atinjam apenas metas, mas que realizem sonhos, superem angústias e preconceitos, estimulem a solidariedade e proporcionem mais cuidado e respeito mútuo em nossa sociedade.

"Que neste 21 de setembro paremos todos para refletir sobre o que é ter algum tipo de deficiência em um País que ainda patina na assistência aos seus cidadãos. Que no dia 21 de setembro cada pessoa com deficiência deste imenso Brasil seja abraçada por todos nós, povo hospitaleiro, festivo, trabalhador e compassivo", disse Luiz Couto.
 

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