Corpos de vítimas do avião colombiano são levados para Maracaibo - WSCOM

menu

Internacional

16/08/2005


Corpos de vítimas do avião

Equipes de socorro começaram a levar para Maracaibo, no noroeste da Venezuela, os corpos das 160 pessoas que estavam no avião colombiano que caiu nesta terça-feira na Sierra de Perijá, perto da fronteira com a Colômbia.

O chefe do Serviço de Salvamento venezuelano, o major Javier Pérez Pacheco, disse a televisões locais que “não há evidências de pessoas vivas”.

Os corpos serão “levados de helicóptero para o aeroporto de Maracaibo”, cerca de 130 quilômetros ao sudoeste do local do acidente, acrescentou.

Declarações dos efetivos que sobrevoaram a região indicam que há uma grande quantidade de restos de pessoas espalhados pela área do acidente.

Fontes da companhia aérea colombiana West Caribbean Airways (WCA), proprietária da aeronave acidentada, disseram em Medellín, na Colômbia, que um dos passageiros que pegaria o vôo não entrou no avião.

A assessora jurídica da WCA, Carolina Madrid, disse que, como a maioria dos ocupantes do avião, o passageiro que escapou do acidente é de nacionalidade francesa.

“Não há sobreviventes, (mas) um passageiro que estava na lista não viajou”, disse Madrid à imprensa, sem identificar a pessoa.

Os trabalhos de resgate foram dificultados pelo mau tempo e pelo céu encoberto na região do acidente, no início da manhã.

Informações divulgadas na Colômbia indicam que uma equipe de 22 homens dos serviços de resgate do país partiu hoje para a Sierra de Perijá, para participar dos trabalhos de resgate dos corpos.

O MD-80 caiu por volta das 03h30 (04h30 de Brasília) de hoje, com 152 turistas franceses e uma tripulação de oito colombianos, quando fazia a rota entre o aeroporto panamenho de Tocumén e o de Lamentin, na capital da ilha caribenha de Martinica, disseram fontes da companhia aérea no Panamá.

O presidente francês, Jacques Chirac, disse estar chocado com o que considerou uma “espantosa catástrofe aérea”, e manifestou suas condolências e “profunda compaixão” às famílias das vítimas.

O acidente aconteceu quando as duas turbinas do avião falharam com um pequeno intervalo de tempo, cerca de duas horas depois da decolagem sem problemas no Panamá, informaram as autoridades aéreas da Venezuela.

Neste momento, o piloto informou aos controladores de vôo venezuelanos sobre as falhas e pediu permissão para uma aterrissagem de emergência em Maracaibo, mas não conseguiu chegar à cidade.

O colapso das duas turbinas fez com que o MD-80 perdesse altura muito rapidamente, cerca de 7 mil pés (2.135 metros) por minuto.

O ministro do Interior da Venezuela, Jesse Chacón, disse que uma das duas caixas-pretas do avião já foi encontrada.

“Já foi achada uma das duas caixas-pretas e o equipamento que, no momento de um choque, permite por meio de um mecanismo de transmissão que as equipes de busca cheguem ao local específico”, disse o funcionário do Governo em entrevista coletiva, em Caracas.

As “caixas-pretas” do aparelho, com as gravações de vôo, são de “vital” importância para a investigação das causas do acidente, disseram especialistas aeronáuticos entrevistados por televisões locais.

Eles destacaram ainda a importância dos dados da “caixa-preta”, pois estatisticamente é muito improvável uma falha no avião em pleno vôo, depois de adquirir a velocidade e a altitude necessárias.

Três especialistas do Organismo de Investigação de Acidentes (BEA) da França viajarão à Venezuela e outros dois irão a Martinica para averiguar o acidente, informou em Paris a Direção Geral da Aviação Civil da França (DGAC).

Um representante da companhia de viagens que tinha fretado o avião confirmou que todos os passageiros eram franceses que voltavam a Martinica, ilha das Antilhas Francesas, após terem passado uma semana de férias no Panamá.

O avião acidentado tinha passado por apenas duas revisões das autoridades aeronáuticas francesas neste ano, e não tinham sido detectados problemas, disse o ministro francês dos Transportes, Dominique Perben.

Notícias relacionadas