Corinthians bate Paraná e embala para o clássico - WSCOM

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23/10/2005


Corinthians bate Paraná e embala

Se o Corinthians evitou falar no clássico com o São Paulo antes do jogo deste sábado, a equipe agora pode se voltar, cheia de confiança, para o duelo diante do arqui-rival. Afinal, o time do Parque São Jorge fez sua parte nesta tarde ao superar o Paraná, no estádio do Pacaembu, por 1 a 0, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, e ganhou ainda mais moral para a partida contra o São Paulo, nesta segunda-feira, no Morumbi.

Keiny Andrade/FI

Tevez comemora com Nilmar o gol que deu a vitória ao Corinthians contra o Paraná no PacaembuExibindo um futebol ofensivo na etapa inicial e tímido no segundo tempo, o Corinthians mostrou por que é o líder da competição e manteve os seis pontos de diferença para o Goiás, segundo colocado. Totalizando 66 pontos, a equipe paulista continua dona absoluta do primeiro lugar restando nove jogos para o final do Brasileiro.

O próximo confronto é o clássico contra o São Paulo, assunto proibido no Parque São Jorge durante a última semana. Uma das 11 partidas remarcadas devido ao escândalo da arbitragem, o duelo regional foi deixado em segundo plano pelo Corinthians, que fugiu de polêmicas para se concentrar na partida com o Paraná.

O jogo desta segunda-feira possibilitará ao time alvinegro aumentar ainda mais sua diferença na tabela, já que, no encontro “original”, saiu derrotado pelo rival tricolor. E, com a vitória deste sábado, o Corinthians chega embalado diante de um adversário que não possui maiores pretensões no Brasileiro.

O triunfo sobre o Paraná manteve os 100% de aproveitamento de Antônio Lopes na condição de anfitrião. Foram quatro jogos e quatro vitórias. Antes dos paranaenses, a equipe paulista superou Brasiliense (3 x 2), Fortaleza (3 x 0) e Pumas (2 x 1), este último confronto pela Copa Sul-Americana.

CORINTHIANS PELA PAZ

O Corinthians entrou em campo nesta sábado com um “novo uniforme”. O elenco subiu ao gramado vestindo uma camisa negra pedindo paz entre as torcidas, motivado pelas mortes de três pessoas no final de semana anterior.

As camisetas regatas levavam os dizeres “Paz no futebol, violência não”. “Essa violência está acontecendo principalmente no lado de fora do campo, espero que não aconteça nada hoje [sábado], principalmente no clássico entre São Paulo e Santos e no jogo entre Vasco e Flamengo, em São Januário”, disse o meia Roger.

“Os torcedores têm que ir a campo para torcer, brincar, xingar, mas tudo dentro do limite de respeito que temos na vida”, completou o camisa 7 do Corinthians, que, com a vitória alvinegra sobre o Paraná, só viu festa por parte dos torcedores alvinegros dentro do Pacaembu.

O treinador também continua invicto à frente do Corinthians. Ao todo, ele dirigiu o time em oito compromissos. Obteve seis triunfos e dois empates, marcando 15 gols e sofrendo sete gols, justificando o fato de possuir o ataque mais positivo do Nacional, com 68 gols anotados.

O Paraná, por sua vez, sofre sua segunda derrota consecutiva (perdeu para o Figueirense na rodada passada), e perde um pouco de fôlego na briga por um lugar na Copa Libertadores, feito jamais alcançado pelo clube. Com 51 pontos, o time de Luiz Carlos Barbieri se distancia dos primeiros colocados.

O próximo compromisso da equipe da Vila Capanema é na quinta-feira, quando recebe o São Caetano no estádio Pinheirão, pela 34ª rodada do Brasileirão.

O jogo

Empurrado pela barulhenta torcida alvinegra, o Corinthians começou o jogo em ritmo forte e quase fez a festa logo no início. Com dois minutos de bola rolando, Nilmar cruzou da direita e Tevez, de letra, levou muito perigo ao gol adversário. A bola passou perto da trave esquerda de Flávio.

Exibindo velocidade no ataque, o time paulista seguiu pressionando o Paraná e, depois de duas tentativas frustradas, conseguiu abrir o placar. Aos 13min, Nilmar avançou pela direita, invadiu a área e bateu cruzado. Flávio rebateu e Tevez, sem marcação, só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes.

A equipe visitante pouco produziu em termos ofensivos no começo da partida. Mostrando nervosismo, o Paraná se deixou envolver pelos passes rápidos do Corinthians e demorou para fazer Fábio Costa trabalhar. Borges e Éder, em dois fortes chutes, tentaram assustar o goleiro alvinegro, mas os dois disparos saíram pela linha de fundo.

ANTÔNIO LOPES: IMBATÍVEL

Torneio Adversário Placar

Sul-Americana River Plate 1 x 1

Brasileiro Brasiliense 3 x 2

Brasileiro Fluminense 2 x 0

Brasileiro Fortaleza 3 x 0

Brasileiro Santos 3 x 2

Brasileiro Palmeiras 1 x 1

Sul-Americana Pumas 2 x 1

Brasileiro Paraná 1 x 0

A primeira chance real dos paranaenses aconteceu aos 23min. Depois de cobrança de falta pelo alto, a defesa corintiana não conseguiu afastar o perigo da área e Fábio Costa teve que se esticar todo para tirar a bola, que passou rente ao travessão.

O domínio do duelo, no entanto, era dos anfitriões. Aos 33min, o Corinthians teve grande oportunidade em tiro livre indireto dentro da área, já que Flávio pegou a bola com a mão após recuo de Aderaldo. Na cobrança, Roger rolou para Gustavo Nery, que bateu firme, mas viu Marcos aparecer no meio do caminho.

Depois do intervalo, o time alvinegro voltou com menos ímpeto ofensivo, esperando mais o Paraná na defesa para usufruir dos contra-ataques. Com isso, a equipe visitante se atirou ao ataque em busca do empate e passou a levar perigo à meta de Fábio Costa.

Aos 26min, a bola foi rebatida na área alvinegra e sobrou limpa para André Dias. O atacante, no entanto, pegou muito mal e desperdiçou ótima oportunidade de conseguir a igualdade no marcador.

O Corinthians, mostrando sinais de cansaço devido à maratona de jogos a que tem sido submetido, concentrou suas forças em defender e contra-golpear. Antônio Lopes fez as três alterações tentando dar novo gás à equipe, que quase sofreu o empate aos 39min.

André Dias, após cruzamento da esquerda, chutou de primeira no canto direito de Fábio Costa, que mostrou reflexo e fez linda defesa com a perna, impedindo o empate dos visitantes e garantindo mais três pontos em casa.

CORINTHIANS

Fábio Costa; Eduardo Ratinho (Coelho), Marinho, Betão e Gustavo Nery; Wendel, Marcelo Mattos, Rosinei e Roger (Hugo); Tevez e Nilmar (Carlos Alberto)

Técnico: Antônio Lopes

PARANÁ

Flávio; Marcos, Neguette e Aderaldo; Neto, Pierre (Rafael Mussamba), Mário César (Beto), Éder (Maicossuel) e Edinho; Borges e André Dias

Técnico: Luiz Carlos Barbieri

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