Conselho Tutelar de Bayeux agora tem serviço 0800 para denúncias - WSCOM

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Paraíba

31/10/2005


Conselho Tutelar de Bayeux agora

O Conselho Tutelar de Bayeux já conta com um 0800 para receber denúncias de maus tratos contra crianças e adolescentes. Desde a semana passada, a Prefeitura do município disponibilizou o serviço, por meio do número 0800 727 4055. Agora as denúncias podem ser feitas de segunda a segunda e 24 horas por dia.

“Nós solicitamos o serviço à prefeitura e Jota Júnior prontamente nos atendeu”, contou a presidente do órgão, Maria do Desterro Oliveira dos Santos. Ela lembrou que o 0800 agilizará as ações do Conselho, pois como se trata de um serviço gratuito a população poderá relatar os casos de todo tipo de agressão contra crianças e adolescentes.

Ainda segundo Maria do Desterro, Bayeux possui uma demanda muito alta de casos. Porém, prosseguiu, “tínhamos dificuldade em tomar conhecimentos porque muita gente não tinha como telefonar para nos comunicar de alguma eventualidade fora do normal e nem sabiam que podiam telefonar a cobrar”.

Com o serviço em funcionamento durante 24 horas a equipe do Conselho Tutelar tem mais agilidade para atuar. Isso porque diante da gravidade do caso denunciado, o conselheiro de plantão é acionado imediatamente para que vá ao local do ocorrido. Quando são impedidos de entrar, os conselheiros convocam um delegado. “E quando o local apresenta risco, nós já nos deslocamos acompanhados de policiais”, contou Maria do Desterro. Mário Andreazza e Imaculada são os bairros onde há mais casos de maus tratos com crianças e adolescentes no município.

Nos casos em que é preciso a retirada dos menores agredidos do seio familiar eles são levados para um abrigo temporário. Em Bayeux é o Educandário Eunice Weaver. Como a morada é apenas em caráter provisório, o Conselho Tutelar procura um parente em até 5º grau que possa ter condições morais e financeiras para assumir a criança ou adolescente legalmente – isso quando a familiar genitora não possui condições nenhuma de continuarem com a tutela dos filhos. “Em última instância, se não acharmos nenhum parente, passamos a procurar uma família substituta”, finalizou.

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