Conselho deve votar processo contra Dirceu dia 18, diz relator - WSCOM

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Brasil & Mundo

13/10/2005


Conselho deve votar processo contra

O relator do processo contra o deputado José Dirceu (PT-SP) no Conselho de Ética, Julio Delgado (PSB-MG), informou que o relatório deverá ser votado na próxima terça-feira.

Delgado poderá ter cinco sessões para apresentar o relatório com seu parecer. Se houver pedido de vistas de algum parlamentar, a votação poderá passar para o próximo dia 20. O deputado não adiantou se de fato irá pedir a cassação de Dirceu.

Por outro lado, Delgado adiantou que não procede a argumentação de Dirceu de que ele era ministro da Casa Civil na época em que ocorreram os supostos pagamentos de mesada a parlamentares e portanto não poderia ser julgado pelo Conselho de Ética.

Para Delgado, a partir do momento em que Dirceu foi diplomado, ele está sujeito às regras do Legislativo, assim como todos os parlamentares.

Provas

Na semana passada, a Folha publicou reportagem afirmando que colegas de Delgado no Conselho de Ética informaram que o relator recomendará a cassação de mandato devido a um conjunto de evidências que ligam Dirceu ao esquema do “mensalão”. O ex-ministro nega seu envolvimento e argumenta que não existem provas contra ele.

Delgado pediu às CPIs dos Correios e do Mensalão, à Policia Federal e ao Ministério Público cópia de alguns depoimentos que possam contribuir para o relatório.

As testemunhas de acusação arroladas a pedido do PTB, autor da representação contra Dirceu, incluem o presidente do banco BMG, Flávio Guimarães, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza e sua mulher, Renilda Santiago. O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares também foi convidado a falar no Conselho, mas pelo próprio relator e pela deputada Ann Pontes (PMDB-PA).

Do total das cincos testemunhas chamadas a prestar depoimento no processo contra Dirceu, apenas a presidente do Banco Rural Kátia Rabello foi ouvida pelo Conselho de Ética.

“Infelizmente, Marcos Valério, Delúbio Soares e Flávio Guimarães não quiseram contribuir para o Conselho, mas nós vamos usar os depoimentos prestados em outros órgãos”, afirmou.

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