Conselho abre processo de cassação de Dirceu - WSCOM

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Brasil & Mundo

10/08/2005


Conselho abre processo de cassação

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados abriu formalmente nesta quarta-feira o processo de cassação contra o ex-ministro-chefe da Casa Civil, deputado José Dirceu (PT-SP), apontado pelo deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) como mentor de um esquema de compra de votos no Congresso Nacional, o chamado “mensalão”.

Nesta última terça-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), enviou ao Conselho o pedido de abertura de processo feito pelo PTB na semana passada.

Apesar do risco de perder os direitos políticos por oito anos, o ex-ministro decidiu enfrentar um processo de cassação no Conselho de Ética. Pessoas próximas a Dirceu disseram nesta quarta-feira que ele decidiu não renunciar, pois está convencido de que não há provas suficientes para o Conselho cassar seu mandato de deputado que obteve nas eleições de 2002.

O relator do processo de cassação de Dirceu será o deputado Júlio Delgado (PSB-MG). A escolha do relator foi feita pelo presidente do conselho, deputado Ricardo Izar (PTB-SP). Ele não poderia ser do mesmo partido (PT) e nem do mesmo Estado (SP) que Dirceu.

Outros três processos são abertos
Além de José Dirceu, o presidente do Conselho, Ricardo Izar, assinou uma ata pela qual os deputados Sandro Mabel (PL-GO), Romeu Queiroz (PTB-MG) e Francisco Gonçalves (PTB-MG) serão processados por “falta de decoro parlamentar” devido envolvimento no escândalo do “mensalão”. O deputado Benedito De Lira (PP-AL) será relator do processo do deputado Sandro Mabel (PL-GO). O deputado é acusado de oferecer R$ 1 milhão para que a deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO) mudasse de partido.

O deputado Josias Quintal (PMDB-RJ) será o relator o processo apresentado pelo PL contra o deputado Romeu Queirós (PTB-MG). Queirós é acusado de ter recebido R$ 50 mil do empresário Marcos Valério. Também, pesa sobre a suspeita de que um assessor seu teria sacado R$ 350 mil da agência de publicidade SMP&B, de Valério.

O Conselho também decidiu juntar a representação do PL contra o deputado Francisco Gonçalves (PTB-MG) às quatro outras representações contra parlamentares do PTB. Gonçalves teria visto uma mala de dinheiro circulando pelo Congresso e não denunciou.

Se Dirceu e os outros acusados tivessem renunciado a seus mandatos antes da instalação do processo, teriam garantido o direito de serem escolhidos para cargos públicos. Na possibilidade da cassação, os parlamentares não poderão ser eleitos por oito anos.

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