Com pessimismo em NY, Bovespa fecha em queda de 0,73%, aos 34.375 pontos - WSCOM

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Economia & Negócios

27/06/2006


Com pessimismo em NY, Bovespa

A Bovespa começou bem o dia –chegou a subir até o patamar máximo de 35.015, com alta de 1,1%–, mas o mau humor em Nova York fez com que a Bolsa brasileira tivesse hoje a segunda queda consecutiva, de 0,73%, para 34.375 pontos. O volume de negócios foi reduzido, de apenas R$ 1,184 bilhão, quando a média em junho tem sido de R$ 2,3 bilhões.

O dólar comercial terminou o dia em alta de 0,26%, vendido a R$ 2,238. No final da tarde, o risco Brasil tinha alta de 2,7%, aos 266 pontos.

O pregão menor por causa do jogo do Brasil contra Gana pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo-2006 –a Bovespa interrompeu negociações das 11h45 às 14h30– e a expectativa quanto à decisão do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) sobre os juros dos Estados Unidos deixaram os investidores bastante cautelosos.

No exterior, o avanço dos preços do petróleo –o barril superou os US$ 72 e a tensão que precede o encontro do Fed desanimaram o mercado.

A autoridade monetária dos EUA se reúne amanhã e na quinta-feira. A aposta da maior parte do mercado é de uma elevação de 0,25 ponto percentual, da taxa, para 5% ao ano, no que seria a 17ª elevação consecutiva.

Quando os juros norte-americanos sobem, os grandes investidores internacionais abandonam aplicações em mercados como o brasileiro e buscam ativos de menor risco –por exemplo, os treasuries (títulos do Tesouro dos EUA). Esse movimento tem se verificado com força nas Bolsas de Valores de todo o mundo, especialmente dos países emergentes, desde 10 de maio, data do último aumento de juros pelo Fed.

Mais importante do que a alta em si é o comunicado que sai depois do encontro, no qual podem ser dadas pistas dos próximos passos do comitê na condução da política monetária.