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Política

07/12/2018


Com clima tenso no PSL, Bolsonaro chama reunião com bancada em Brasília

O objetivo, segundo parlamentares, é apaziguar os ânimos após brigas internas

© Adriano Machado/Reuters

Com clima tenso na bancada do PSL na Câmara, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, deve fazer uma reunião com os parlamentares eleitos na próxima quarta-feira (12).

Com clima tenso na bancada do PSL na Câmara, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, deve fazer uma reunião com os parlamentares eleitos na próxima quarta-feira (12).

Segundo parlamentares ouvidos pela reportagem, o objetivo é apaziguar os ânimos na segunda maior bancada da Casa, com 52 deputados eleitos.

A assessoria do presidente eleito afirma que a agenda da próxima semana está em análise, mas deputados eleitos confirmaram que um encontro foi marcado para o dia 12.

A disputa interna pelos postos de liderança do governo e de liderança do partido têm atiçado os ânimos entre os parlamentares, mesmo aqueles que ainda não assumiram mandato.

Nesta quinta-feira (6), protagonizaram brigas no grupo de WhatsApp da bancada o líder atual, Eduardo Bolsonaro (SP), a deputada eleita Joice Hasselmann (SP) e o senador eleito Major Olímpio (SP).

Na conversa, o filho do presidente eleito chama a deputada de “sonsa” e diz que ela tem “fama de louca”. Joice, por outro lado, o acusa de mandar “recadinhos infantis”.

Parlamentares dizem reservadamente que a deputada eleita, que já afirmou que há grandes chances de ser a líder do governo, está isolada.

Teria sido para ela o recado de Eduardo no Twitter na quarta-feira (7), em que disse que “apenas os deputados que estão exercendo mandato tem autonomia para fazer articulações no Congresso”.

Joice afirmou que o fato de Eduardo ser filho do presidente pode criar uma “vidraça” para o partido, o que gerou reações de correligionários próximos ao atual líder.

Segundo o deputado Delegado Waldir (GO), que tem atuado na prática como líder na Câmara, já que o parlamentar de São Paulo tem cumprido agendas externas com o pai, não há impedimento para que Eduardo siga no comando do partido na Casa.

“Aqueles que dizem isso estão plantando a discórdia, por ciúmes”, afirmou à reportagem. Ele também disse que é necessário “respeitar a hierarquia”, mas botou panos quentes e chamou de “debate de alto nível” a discussão ocorrida no grupo.