Com '23 soluções', Parreira mostra mudança de atitude - WSCOM

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24/06/2006


Com '23 soluções', Parreira mostra

Quando diz que tem “23 soluções” e nenhum problema para escalar o time do Brasil antes do jogo contra a seleção de Gana, o técnico Carlos Alberto Parreira mostra duas pequenas mudanças de atitude. A primeira delas é a troca do realismo planejador pelo otimismo no caso de Robinho. A outra é a substituição das escalações públicas pelo mistério na hora de montar o time.

Em ambos os casos, Parreira entende que suas mudanças refletem mais o momento que o Brasil vive na competição, o início da fase eliminatória, do que um aprendizado de sua parte. Robinho é parte importante em seu esquema tático, portanto, o técnico precisa ser otimista. Os reservas deram novo ânimo ao time e por isso o mistério da escalação passou a ser favorável ao time.

Mas Robinho sentiu uma fisgada na coxa direita no treino deste sábado e será avaliado no domingo.

“Nas questões musculares é preciso sempre esperar pelo menos 24 horas para se ter um diagnóstico. Vocês ouviram o Dr. (José Luís) Runco, ele mesmo com seus muitos anos de experiência não sabe se foi um espasmo, uma contratura ou um rompimento das fibras musculares. O Robinho mesmo disse que nunca teve uma distensão. Por isso mesmo é que deveremos esperar”, disse Parreira, entregando o problema do atacante para a sorte e o departamento médico.

Sobre o time, ele reiterou a tese das “23 soluções”, para dizer que não vê problema nenhum em avisar os jogadores um dia antes da partida e informar ao mundo sobre a escalação uma hora antes do jogo. “Todos os técnicos estão fazendo isso, porque eu não posso fazer também”, disse.

E quando foi perguntado sobre o caso de Adriano, que não quis falar com a mídia em suas duas últimas passagens pela zona mista, após a partida contra o Japão e antes do treino deste sábado, Parreira já foi mais duro.

“Não há razão de um jogador ficar abatido por não ser escalado. Não há razão para o Adriano ou qualquer outro ficar abatido”, disse, relembrando os conceitos de grupo, interesse coletivo, profissionalismo e objetivos da seleção brasileira de ganhar o título mundial.

E se Parreira fez mudanças de estilo e de escalação para ter o time mais afiado na Copa, os jogadores que se sintam mais afetados pelas mudanças do técnico já receberam a sinalização inequívoca de que vão ser obrigados a engolir o sapo e jogar bem.

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