Coalizão de Berlusconi lidera apuração na Itália - WSCOM

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Internacional

05/03/2018


Coalizão de Berlusconi lidera apuração na Itália

Enquanto a coalizão de direita está com 37%, o populista Movimento 5 Estrelas (M5E) tem 32,32% na disputa na Câmara dos Deputados

Foto: autor desconhecido.

A coalizão de centro-direita que une o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi com outros partidos de extrema-direita lidera as eleições legislativas na Itália, mas ainda não conseguiu a maioria para formar um governo sem precisar de alianças. Enquanto a coalizão de direita está com 37%, o populista Movimento 5 Estrelas (M5E) tem 32,32% na disputa por vagas na Câmara.

A coalizão de centro-esquerda, liderada pelo Partido Democrático, do ex-premiê Matteo Renzi, conseguiu 23,13% dos votos e já reconheceu a derrota, que considerou “muito clara”. Os resultados estão bem próximos das pesquisas de boca de urna divulgada pelo instituto Piepoli no domingo (4).

O mínimo suficiente para formar um governo no país é de cerca de 40% dos votos. Na manhã desta segunda (5), já foram apurados os votos de 57.198 das 61.401 das seções.

No Senado, a situação é semelhante, a direita está com 37,46%, o M5E com 32,04% e a centro-esquerda, com 23,16%.

O M5E, partido anti-establishment liderado por Luigi Di Maio, é partido que concorre sozinho (fora de uma coalizão) mais votado das eleições até o momento.

A coalizão de extrema-direita

A coalizão de direita reúne quatro partidos, entre eles, o Forza Italia (FI, centro direita), de Silvio Berlusconi, e a Liga (extrema direita), de Matteo Salvini. Em virtude de seu acordo interno, quem ficar na liderança vai dirigir o governo.

Se a FI ficar na frente, Berlusconi — proibido de assumir qualquer cargo público até 2019, após uma condenação por fraude fiscal — disse querer ver Antonio Tajani, atual presidente do Parlamento Europeu, chefiando o governo. Tajani aceitou a oferta de Berlusconi apenas dois dias antes da votação.

Analistas interpretam a atitude de Tajani como um gesto de agradecimento a seu mentor, com o objetivo de tranquilizar os mercados e os demais países da Europa, preocupados com a possível vitória de uma direita xenófoba e antieuropeísta na Itália.

Sistema eleitoral confuso

As mudanças nas leis eleitorais da Itália, efetuadas no ano passado, exigiram um novo tipo de cédula de votação. Segundo alguns especialistas consultados pela Associated Press, as alterações podem confundir eleitores e resultar em uma porcentagem elevada de cédulas inválidas.

Os eleitores podem escolher um candidato, um partido, ou ambos. Ao contrário das eleições passadas, se optarem por votar em um candidato e em um partido, as escolhas devem corresponder.

Analistas acreditam que a mudança pode prejudicar o Movimento 5 Estrelas, já que a maioria de seus candidatos é desconhecida. Caso um eleitor escolha o M5E, mas vote também em um candidato mais familiar de outro partido, seu voto será desconsiderado.

G1

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