Cirrose prejudica o crescimento de crianças - WSCOM

menu

Saúde

28/04/2011


Cirrose prejudica crescimento de criança

Riscos

Foto: autor desconhecido.

A ocorrência de cirrose hepática em crianças pode impactar significativamente o seu estado nutricional e, consequentemente, seu crescimento e desenvolvimento. Segundo uma pesquisa conduzida por Cristina Dornelles, nutricionista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), a anorexia e o hipermetabolismo são aspectos clínicos importantes em crianças com doença hepática crônica. “Crianças com cirrose de evolução progressiva são frequentemente desnutridas e, no entanto, os métodos comumente empregados para avaliação nutricional têm uso limitado nestes pacientes”, dizem a pesquisadora e colegas do HCPA e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em um artigo publicado em 2010 na Revista HCPA.

 

A pesquisa “Terapia nutricional em crianças e adolescentes com cirrose: uma visão atual” mostra que a avaliação nutricional em crianças com cirrose hepática deve incluir uma completa história clínica e dietética, medidas antropométricas e parâmetros laboratoriais. Além disso, a recomendação nutricional pode variar de acordo com o estado nutricional, idade e quadro clínico.

 

O estudo explica que o fígado desempenha um papel essencial no processamento de nutrientes, hormônios, drogas e toxinas, além de atuar na síntese de substâncias metabolicamente implicadas na manutenção da homeostase corporal. “O órgão sintetiza proteínas plasmáticas, ácidos biliares e contribui com o sistema imunológico. Participa na regulação dos níveis plasmáticos e responde a estímulos hormonais e neurais que regulam a concentração de glicose”, explicam os autores.

 

Segundo a pesquisa, doenças hepáticas graves não apenas agravam a função hepática, mas também exercem consideráveis efeitos extra-hepáticos no metabolismo da glicose, dos lipídios e das proteínas. Por esse motivo, complicações nutricionais são frequentes quando a integridade hepática encontra-se comprometida.

 

“Em crianças e adolescentes, os acréscimos energéticos necessários para promover o crescimento, aliados à inapetência característica, tornam a desnutrição um problema ainda mais difícil de ser combatido”, explicam os autores no estudo.

 

Para ver o artigo na íntegra, acesse.

Notícias relacionadas