Chacina no Conde: Caseiro diz que matou agricultor pelas costas e para provar qu - WSCOM

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Policial

27/10/2005


Chacina no Conde: Caseiro diz

Quanto mais se sabe sobre o caso da chacina no Conde, mais se surpreende com a frieza com que o crime foi cometido. Fábio Isídio da Silva 27 anos, conhecido como “Nino Cara de Onça” relatou a imprensa ontem, durante sua apresentação na Secretaria de Segurança, que assassinou o agricultor Natanael Gomes da Silva pelas costas utilizando um machado para provar que é homem.

“Cara de Onça” surpreendeu até mesmo policiais que estão acostumados com a criminalidade. Com frieza e sem mostrar arrependimento ele detalhou para os jornalistas como e porque executou toda a família do agricultor.

Fábio declarou que matou o agricultor por vingança, pois Natanael havia lhe dado um empurrão dias antes do crime, que ele confessou ter praticado na última quinta-feira e não na sexta como acreditava a Polícia.

Segundo ele, Natanael estava sentado de costas e não teve como se defender sendo morto com uma machadada na cabeça, em seguida o assassino se dirigiu para próximo da casa onde se encontrava a esposa do agricultor, Luzinete Medeiros da Silva e também a golpeou com o machado.

Depois de matar o casal, o caseiro – com a ajuda da companheira Francisca D’arc dos Santos, 34 anos – colocou os corpos em um carro-de-mão e os enterrou em valas que serviriam para o plantio de macaxeira. Em seguida a dupla se dirigiu até a casa das vitimas onde estavam os filhos do casal.

Disseram aos adolescentes, Diego Medeiros da Silva 16 anos e Dione Medeiros da Silva de 12 anos, que seus pais tinham viajado para João Pessoa e só voltariam no outro dia.

Quando os irmãos se preparavam para dormir o casal voltou a agir e mais uma vez covardemente assassinou os adolescentes e em seguida fugiram levando o carro da família e alguns objetos da casa.

Os dois assassinos foram presos no interior do Rio Grande do Norte e permanecerão em João Pessoa, ao invés de ser transferidos para o Conde onde o crime aconteceu.

Esta medida foi tomada pelo secretário estadual de Segurança Harrison Targino para evitar que a população da cidade, que está revoltada, tente “fazer justiça com as próprias mãos”.

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