Cerca de 3% dos gamers sofrem com distúrbio, segundo Organização Mundial de Saúde - WSCOM

menu

Saúde

31/10/2018


Cerca de 3% dos gamers sofrem com distúrbio, segundo Organização Mundial de Saúde

Foto: autor desconhecido.

Um dado vem chamando a atenção da Organização Mundial de Saúde (OMS), a obsessão por jogos digitais. No Brasil, essa “brincadeira ou diversão” tem colocado especialistas e pais em alerta. A partir de agora, o uso excessivo de videogame é considerado um distúrbio. O vício em games passou a constar na 11ª classificação Internacional de Doenças (CID), como um dos problemas de saúde mental.
A OMS planeja incluir ‘dependência a jogos eletrônicos’ na lista de diagnósticos. A proposta deve ser apresentada em maio do ano que vem para ser aprovada pelos estados-membros. Se forem aceitas, devem entrar em vigor em 2022.

Vale ressaltar que a compulsão por jogos eletrônicos vem sendo classificada como um padrão de comportamento persistente e recorrente. E se torna intensa cada vez mais para quem joga a ponto de afetar o psicológico e fazer do jogo a preferência diante de todos os outros interesses da vida. Em muitos lugares, incluindo o Reino Unido, já existem clínicas autorizadas para tratar de distúrbios como estes, com o intuito de combater o problema e não gerar uma “doença compulsiva”.
Para quem não sabe quando uma pessoa está viciada em jogos, geralmente, é bom ficar atento a alguns sintomas do distúrbios: não ter controle da intensidade e duração do tempo de permanência diante das telas; priorizar o jogo em detrimento de outras atividades; aumentar a frequência de uso do videogame, mesmo depois de ter tido consequências negativas por conta do vício.
O estudante Abrãao Silas, 18 anos, joga há 10 anos e gasta, em média, de 3 a 5 horas por dia diante da tela. “É um mundo inovador e tecnológico, onde exploro sentimentos, nos quais na vida real não são proporcionados. Quando não tenho tempo para jogar durante o dia, eu troco sim o dia pela noite. Hoje, o meu jogo favorito é o Rainbow Six Siege”, conta o estudante que não se considera um viciado.
O atrativo dos jogos é, como o estudante mencionou, “proporcionar algo diferente” e muitos jovens se veem nesta mesma sensação ao jogar. Mas, como tudo na vida, controle e limite são fundamentais. Que tal, por exemplo, levar para lado positivo e investir em uma formação ligada ao universo dos games? É possível ainda fazer especialização na área. A brincadeira pode virar negócio. Para quem gosta do mundo dos games vai aí algumas dicas de cursos: Jogos Digitais, Design de Games, Desenvolvimento de Jogos Digitais.

Notícias relacionadas