Cartões de crédito e telefonia lideram ranking de queixas dos consumidores ao Pr - WSCOM

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Economia & Negócios

24/08/2005


Cartões de crédito e telefonia

As operadoras de cartões de crédito e de telefonia fixa e móvel são as líderes de reclamações no Procon Municipal. As principais queixas dos consumidores são referentes a juros altos para pagamento das faturas em atraso. Foi o que informou ao Portal WSCOM Online o coordenador geral de pesquisas do Procon-JP, Helton Renê.

Nas operadoras de cartões de crédito, a bandeira Credicard lidera o ranking, embora, segundo Helton, as conciliações sejam bastante favoráveis, na maioria das vezes. “A má informação não vem do consumidor. O Código de Defesa do Consumidor diz que a informação clara e precisa tem que ser dada pela empresa. O consumidor quer uma prestação de serviço adequada, temos que lembrar que ele não tem obrigação de saber com relação a taxas de juros, refinanciamentos nem créditos”, disse.

O procedimento do Procon ao receber uma reclamação é realizar uma triagem das queixas. Segundo Helton, a cada ano são registrados anualmente 4 mil processos. Só em 2005, já foram abertos 2.225. Na maioria dos casos, a instituição tenta fazer uma intermediação por telefone. Mas cada reclamação registrada equivale a um processo, que resulta em um acordo ou procedimento administrativo.“Na realidade estamos querendo educar os consumidores. As empresas têm que se colocar como parceiras, tentando resolver administrativamente essas questões, até mesmo pra não perder os seus clientes”, explicou.

Outras empresas também foram mencionadas por Helton como tendo altos índices de reclamação, a exemplo das fornecedoras de água e energia elétrica. Nestes casos, as queixas se referem à má prestação dos serviços, e à suspensão sem comunicação prévia. “A sociedade brasileira é uma sociedade pobre. A grande massa é muito castigada. Uma empresa do porte da Saelpa diz que tem problemas sociais diz que tem programas sociais para as classes de baixa renda, mas traz valores altos para esses consumidores. Fala-se em aumento nas contas de luz, nas contas de telefone. A sociedade consumista não acompanha esse aumento proposto pelas empresas”, concluiu.

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