Cartaxo denuncia risco de morte de pacientes transplantados por falta de medicam - WSCOM

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Política

07/04/2011


Risco de morte para transplantados

Foto: autor desconhecido.

Pacientes renais e transplantados estão sem receber alguns medicamentos imunossupressores, que deveriam ser repassados pelo Governo do Estado e, para não morrerem, têm que emprestar remédios uns aos outros, dividindo a sua cota mensal e correndo o risco de terem complicações, já que não podem ficar um dia sequer sem a medicação.

Nesta quarta-feira (06), integrantes da Associação dos Renais Crônicos, Transplantados e Doadores da Paraíba (Renais – PB) procuraram o deputado Luciano Cartaxo que, juntamente com o deputado Vituriano de Abreu, foram até o Ministério Público Estadual, onde foram recebidos pelo secretário-geral da instituição, Bertrand Asfora.

Na ocasião, foi marcada para tarde desta quinta, no Fórum Cível da Capital, uma audiência com o juiz Hermance Gomes Pereira, responsável pelo processo impetrado na Justiça em que a Renais – PB pede a solução para o problema da intermitência no fornecimento dos remédios. A expectativa dos deputados Luciano Cartaxo e Vituriano de Abreu é que o problema seja solucionado com a expedição de uma liminar obrigando o Estado a adquirir e repassar os remédios em caráter emergencial.

O presidente da Renais – PB, Antônio Heliton de Santana, diz que o processo na Justiça está parado, mas a necessidade dos pacientes é urgente. “O problema é sério, já que dependemos do poder público para conseguirmos sobreviver. Os imunossupressores não são vendidos em farmácias e, mesmo os que têm condições financeiras, ficam de mãos atadas quando o Governo deixa de fornecer. São medicamentos essenciais e que não poderiam deixar de serem entregues sob pena de termos uma série de mortes”, afirmou.

A aposentada Maria José Lima Carneiro é paciente renal e fez hemodiálise durante 18 anos. Só no ano passado ela conseguiu a cirurgia de transplante mas, mesmo assim, precisa tomar, de 12 em 12 horas, o medicamento Cellcept, que está em falta desde fevereiro. “Estou pegando o remédio emprestado com outra pessoa, que está tendo a boa-vontade de dividir o dela comigo, mesmo correndo o risco de ficar sem ele. Se não fosse ela, não estaria nem aqui e só espero que essa situação se resolva rápido pois prefiro morrer a ter que voltar a fazer hemodiálise”, afirmou.

O deputado Luciano Cartaxo ressalta que a questão é emergencial. “Na prática está se formando uma ‘lista da morte’ já que, se o medicamento não for liberado urgentemente, centenas de pacientes podem morrer. Essas pessoas estão passando transtornos de toda ordem e precisam de receber o que estão precisando em caráter emergencial e da garantia de que o fornecimento dessa medicação não será mais interrompida”, declarou.

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