Campanha do MP quer incentivar uso de sacolas de pano e diminuir danos ambientai - WSCOM

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Paraíba

07/05/2008


Campanha do MP quer incentivar



Sacola do mesmo tipo é utilizada em SP

O Ministério Público da Paraíba, em parceria com o Sindicato dos Panificadores da Capital, lança nesta quinta-feira, 8, uma campanha com intuito de estimular a população a substituir as sacolas de plástico distribuídas pelos supermercados e padarias para acondicionar as compras dos clientes por sacolas permanentes.

A campanha, que será coordenada pelo 1º Centro de Apoio Operacional às Promotorias (CAOP), quer incutir na população o sentimento de responsabilidade ambiental. O primeiro estabelecimento a aderir a campanha será a Panificadora Bonfim e posteriormente estendida às demais padarias.

Segundo o coordenador do 1º CAOP, Promotor de Justiça, Hamilton de Souza Neves, a primeira idéia era substituir as sacolas de plástico por sacolas biodegradáveis, mas o Sindicato dos Panificadores sugeriu que fosse adotado projeto semelhante ao apresentado no Estado de Santa Catarina, em que o consumidor leva a sacola e retorna nas compras seguintes com a mesma sacola. Isso diminuiria o número de sacolas utilizadas e traria inúmero benefícios, já que são consideradas lesivas ao meio ambiente. Por isso, essa embalagem é chamada “sacola permanente”.

Em reuniões anteriores com os participantes da campanha, a Panificadora Bonfim se prontificou a iniciar distribuição da sacola permanente. A idéia será desenvolvida em parceria com a empresa Bunge que atua na área de panificação. A Panificadora também lançará campanha de orientação ao consumidor sobre a utilização da sacola permanente. “A intenção é que a partir dessa campanha todo o ramo de panificação adote essa postura, e, posteriormente, também o varejo”, informa o Promotor.

Segundo Joaquim Sales, proprietário da Panificadora Bonfim, foram produzidas cerca de duas mil sacolas para o lançamento da campanha. O consumidor poderá adquirir a sacola por R$ 2,50 que é o preço de custo. A sacola é feita em tecido 100% algodão e confeccionada aqui mesmo, no município. A partir do lançamento, a panificadora passará a distribuir o pão em sacola permanente ou embrulhar o pão em papel, informou.

“A sacola plástica convencional polui e danifica o meio ambiente e leva cerca de 250 anos para se decompor. Já a sacola biodegradável se decompõe, sem deixar resíduos na natureza, em apenas dois anos. Só que a produção de embalagens biodegradáveis ainda não é suficiente para atender a grande demanda, por isso nós adotamos para a nossa campanha a sacola permanente”, informou Romualdo Farias de Araújo, presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado da Paraíba (SINDIPAN-PB).

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