Camelôs fazem apitaço no centro e tomam AL para pedir apoio dos deputados - WSCOM

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Paraíba

22/03/2006


Camelôs fazem apitaço no centro

Os camelôs foram em passeata à Assembléia Legislativa(AL) na manhã desta quarta, 22, com a intenção de pressionar os parlamentares. Com apitaço, carro de som, nariz de palhaço, vários ambulantes ocuparam as escadas da AL encenando que estão passando fome. A intenção do movimento é pedir para que os deputados intercedam junto ao prefeito Ricardo Coutinho e tomem uma posição frente a medida do Ministério Público que vem sendo executada pela Prefeitura Municipal.

O deputado estadual João Gonçalves recebeu o presidente do sindicado dos ambulantes de João Pessoa, Juarez Marques, e prometeu tirar da AL uma posição. Segundo Gonçalves, a questão não é política, mas humana.

“Nós queremos apoio para que (os deputados) possam garantir que os pais de família venham ter seu emprego certo e trabalhar sossegados, sem perseguição”, desabafou Marques.

Os ambulantes não são contra uma nova ordenação do passeio público, nem de uma nova padronização, mas esperam que a Prefeitura abra diálogo para fazer essa transição. “O Código de Postura dá direito a ocupação de 50% da calçada, se assim tiver espaço”, garante o presidente.Sem medida jurídica – O deputado João Gonçalves engrossou o coro aos descontentes com a posição do prefeito Ricardo Coutinho e, assim como o vereador Hervázio Bezerra (PSDB), lembrou os tempos em que o então vereador e depois deputado lutava pelos ambulantes. Mas salientou que não se deve levar a questão para o lado político.

Segundo Gonçalves, “o movimento não é político partidário, é uma questão de sobrevivência”, alertou, entretanto.

“Queremos que o prefeito volte a sentar a mesa com todos. E como bem o prefeito Ricardo Coutinho dizia: ‘vamos criar uma pauta’. Primeiro parar todos os segmentos de remoção na cidade, segundo, quais são os pontos acertados e pacíficos?”, ensina o deputado.

O deputado resolveu também acusar a mídia de tomar o partido do prefeito. “Não adianta tentar uma outra medida jurídica porque chega para a justiça apenas o que a maioria da mídia mostra: o que é de interesse da Prefeitura”.

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