Câmara dá mais prazo para acusados decidirem futuro - WSCOM

menu

Brasil & Mundo

11/10/2005


Câmara dá mais prazo para

Apesar de o advogado de José Borba (PMDB-PR), Roberto Bertholdo, anunciar que ele entrega nesta terça-feira carta de renúncia, os 13 deputados que estão na iminência da cassação ganharam mais uma semana para decidir se renunciam ou se enfrentam o Conselho de Ética da Casa, de acordo com o jornal “Folha de S.Paulo”.

A tendência é que a Mesa da Câmara decida abrir processo contra os 13, se o quarto-secretário, João Caldas (PL-AL), não cumprir a promessa de pedir vista dos processos, o que adiaria a decisão para a semana que vem. De acordo com o jornal, mesmo que a Mesa decida hoje, a Secretaria Geral da Casa só poderá enviar os despachos ao conselho quinta ou sexta. Isso porque cada um dos procedimentos seguiria com pelo menos 16 mil páginas resultantes das investigações.

Segundo a “Folha” apurou, o presidente do conselho, Ricardo Izar (PTB-SP), decidiu agendar para a próxima terça a instauração dos processos. A partir daí os acusados não podem renunciar como forma de escapar à inelegibilidade até 2015. Os deputados são acusados de envolvimento no esquema de financiamento de partidos aliados montado pela ex-direção do PT com o empresário Marcos Valério. Outros três, José Dirceu (PT-SP), Sandro Mabel (PL-GO) e Romeu Queiroz (PTB-MG), sofrem a mesma acusação, mas já são processados pelo conselho.

A Mesa é composta por sete deputados, entre eles o presidente da Casa, Aldo Rebelo (PC do B-SP), que sinalizou promover uma votação individualizada sobre quem deve ser processado, e não em bloco, como sugeriu a corregedoria. Isso abriria brecha para o arquivamento de alguns casos. Mas a tendência é de aprovação da abertura de processo contra todos por um placar de seis a um. Só Caldas votaria contra.

Segundo a “Folha”, fortes rumores relacionados a renúncias rechaçaram a possibilidade de fugir ao processo. “Nada me faz renunciar. Quem renunciar está atentando contra sua honra”, disse João Magno (PT-MG). Outros petistas também negaram renúncia, exceto Paulo Rocha (PA), que sinaliza que vai abandonar o mandato. No PP, os quatro acusados têm discurso contrário à renúncia.