Câmara absolve João Magno, o sétimo envolvido no escândalo do mensalão - WSCOM

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Brasil & Mundo

23/03/2006


Câmara absolve João Magno, o

A Câmara dos Deputados absolveu o sétimo deputado envolvido nas acusações do escândalo do “mensalão”. O petista João Magno (MG) conseguiu manter o mandato e os direitos políticos diante das acusações de ter usado cerca de R$ 420 mil de recursos de “caixa 2” nas campanhas em Minas Gerais. Na sessão, estiveram presentes 426 deputados. Desses, 201 votaram a favor da cassação, 207 foram contra, 10 parlamentares se abstiveram, três anularam o voto e cinco votaram em branco.

O deputado petista beneficiou-se do baixo comparecimento no plenário. PSDB e PFL tentaram adiar a votação por dois dias para evitar que o quórum influenciasse na votação, mas o requerimento apresentado pela oposição foi derrubado por 235 votos contrários e 77 favoráveis. Magno havia tido a cassação aprovada pelo Conselho de Ética, mas é a quarta votação sobre deputados envolvidos no “mensalão” que contraria o órgão colegiado. Apesar do baixo comparecimento em plenário, as portarias da Câmara registraram, no final da noite, a presença de 426 deputados.

O deputado João Fontes (PDT-SE) criticou a absolvição e disse que o quórum reduzido é resultado do corporativismo da Câmara. Já Inaldo Leitão (PL-PB) disse que a Câmara agiu bem porque Magno não utilizou os recursos em proveito próprio “o que mostra que não houve percepção de vantagem indevida”.

Defesa – O deputado João Magno (PT-MG) afirmou nesta quarta-feira que não usou os recursos do empresário Marcos Valério de Souza por oportunismo, mas para quitar dívidas eleitorais do diretório estadual de Minas Gerais. João Magno envolveu-se no escândalo do “mensalão” por ter sacado cerca de R$ 420 mil das contas de Valério, por determinação do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, para pagar despesas da eleição de 2002 e de 2004.

“Não sou ladrão. Não cometi delito nenhum que se configure em quebra de decoro parlamentar. Está claro que não posso ser enquadrado na legislação que dá conta do decoro”, afirmou o petista ao fazer a defesa na tribuna do plenário da Câmara. “O dinheiro foi integralmente colocado a disposição pelo secretário de Finanças do partido e não usei os recursos por oportunismo”, acrescentou.

João Magno, que classificou os julgamentos na Câmara sobre os deputados envolvidos no esquema do mensalão de rigoroso, pode ser o segundo da noite e o sétimo no total a ser absolvido das acusações. Antes de sua votação, o plenário inocentou o deputado Vanderval Souza (PL-SP). O motorista de Vanderval sacou R$ 150 mil das contas de Valério a pedido do ex-deputado Carlos Rodrigues (PL-RJ). A Câmara já absolveu os deputados Professor Luizinho (PT-SP), Roberto Brant (PFL-MG), Romeu Queiroz (PTB-MG), Sandro Mabel (PL-GO) e Pedro Henry (PP-MT). Cassou apenas o ex-ministro José Dirceu (PT-SP) e o acusador do esquema do mensalão Roberto Jefferson (PTB-RJ).

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