Bruno Senna nega que parentesco com Ayrton abra portas na F-1 - WSCOM

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Automobilismo

07/04/2011


Parentesco com Ayrton não abriu portas

Bruno Senna

Foto: autor desconhecido.

Sobrinho do tricampeão mundial Ayrton Senna, Bruno Senna negou, em entrevista à ESPN norte-americana, que o parentesco com o ídolo tenha lhe ajudado a estabelecer uma carreira na Fórmula 1. Depois de um ano guiando pela Hispania – uma das piores equipes que já passaram pela categoria –, Bruno agora é piloto de testes da Lotus Renault, e a partir do ano que vem pretende engrenar a sua carreira correndo como piloto oficial de um time com boa estrutura.

– Felizmente ou infelizmente, não é porque eu sou ou não sou sobrinho do Ayrton que consegui mais ou menos na minha carreira. Tudo o que alcancei foi pelo meu trabalho e um pouco pela sorte de ter escolhido a oportunidade certa. Mas não é fácil: este é um negócio muito complicado e as oportunidades certas dependem do timing e dos passos certos. Se você dá o passo errado, demora muito tempo para se recuperar.

Bruno começou a correr de kart ainda na infância, obviamente por influência do tio famoso. Porém, quando Senna morreu em um acidente durante o GP de Ímola de 1994, a família o proibiu de se dedicar ao automobilismo. Ele então só voltou a correr em 2005, reiniciando uma carreira na qual acumulou o terceiro lugar da Fórmula 3 Britânica em 2006 e o vice-campeonato da GP2 em 2008.

A entrada na Fórmula 1, entretanto, foi conturbada. No fim de 2008, ele assinou contrato com a Honda, mas a saída da montadora japonesa do comando da equipe a fez mudar de nome (para Brawn GP) e de piloto: o veterano Rubens Barrichello ficou com a vaga do compatriota. No ano seguinte, assinou contrato com a Campos, mas a crise financeira fez com que a equipe fosse vendida novamente e se tornasse a Hispania, um time com um carro muito fraco, que constantemente andou nas últimas colocações.

Apesar disto, Senna não se arrepende:

– Você progride como piloto porque está guiando. Participar de todas aquelas corridas no ano passado me fez entender a Fórmula 1 de uma maneira diferente. Por outro lado, eu sempre fui competitivo na carreira, sempre estive no pódio e andar para trás neste sentido não é o ideal. Eu melhorei como piloto, mas se isso ajudou na minha carreira é outra história.
 

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